Desde 2007, pesquisadores começaram a notar estranhas frequências que vinham dos confins do cosmos. Elas duravam apenas 5 milisegundos e eram completamente aleatórias. Apelidadas de “rajadas rápidas de rádio” (ou FRBs, na sigla em inglês), os cientistas não podiam fazer muito coisa, senão esperar pelos sinais e tentar a sorte ao estudá-los.

Em 2017, o astrônomo Shami Chatterjee, da Universidade Cornell, conseguiu descobrir de onde alguns destes feixes vinham: uma galáxia anã, localizada a 3 bilhões de anos-luz da Terra. Pela primeira vez, foi possível descobrir o endereço de algumas das emissões misteriosas.

O problema é que, mesmo sabendo o endereço, ninguém sabe o remetente. Os cientistas não fazem ideias de quem ou o quê emite as frequências. A hipótese mais aceita pela comunidade científica é a de que isso seja o resultado da emissão de matéria cósmica de buracos negros supermassivos. Mas isso é só uma hipótese, baseada no suposto resultado do que poderia ser o evento mais violento do Universo. Ou seja, ninguém tem certeza.

Agora, físicos da Universidade Harvard propõe uma nova ideia. Publicado no periódico Astrophysical Journal Letters, o estudo dos cientistas Manasvi Lingam e Avi Loeb sugere que as emissões podem ter origem em algo diferente. “Acreditamos que o fenômeno seja causado por civilizações extragalácticas que buscam aumentar a energia de velas de luz“, descreveram os físicos em um artigo.

Apesar de pouco desenvolvidos na Terra, as velas de luz (“lightsails”, em inglês) são um sistema de propulsão que faria veículos chegarem a Marte em três dias, gastanto virtualmente nada de combustível. O sistema seria alimentado pela força de partículas de luz, que pode se aproveitar tanto de raios de Sol como de bases gigantes de laser.

“Existem avanços recentes que conseguem trazer essa ideia da ficção científica para a realidade. Não há razão para não conseguirmos fazer isso”, disse o cientista Philip Lubin, da NASA, em um vídeo.

Para Lingam e Loeb, no entanto, os ETs já teriam largado na frente. A ideia dos físicos é que os FRBs seriam emitidos por emissores de rádio gigantescos de um planeta distante, eles estariam espalhados pelo universo formando um sistema de propulsão de velas como o do projeto Breakthrough Starshot, de Stephen Hawking e Mark Zuckerberg. Veja a simulação completa neste vídeo.

As informações coletadas dos FRBs conhecidos indicam que o emissor teria que ter duas vezes o tamanho da Terra para coletar luz solar o suficiente a fim de produzir sinais que fossem fortes o bastante para chegar até nós. Nada que a física não explique, segundo os cientistas. Esta seria uma maneira efetiva dos aliens conseguirem fazer as viagens planetárias que os humanos tanto sonham.

É importante lembrar que isso é só uma sugestão a ser considerada. “Apesar desta possibilidade ser mais especulativa do que um origem astrofísica, quantificar os requisitos necessários para uma origem artificial pode, pelo menos, permitir aos astrônomos descartar essa ideia em dados futuros”, afirma a equipe.

(Com informações do Science Alert)

Revista Galileu | Dica da leitora Juliana Golembieski

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