Spinners: Um teste sobre consumismo inútil

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O ser humano sempre foi e continua sendo – ainda mais nos dias de hoje – suscetível a modas e manias de todos os tipos. Algumas são positivas, outras negativas, umas envolvem coisas úteis e práticas para as pessoas, outras são apenas distrações, brinquedos, diversões ou mesmo inutilidades, como muitos podem chamar.

O verdadeiro Spinner era bem diferente e tinha propósitos inteligentes

Tudo começou com a engenheira química Catherine Hettinger, a inventora do fidget spinner, que o criou no longínquo ano de 1993 para servir como escape da energia acumulada de crianças, além de ajudar no tratamento de ansiedade, autismo e transtorno de deficit de atenção e hiperatividade.

Após ter registrado uma patente de sua invenção, Catherine buscou empresas fabricantes de brinquedos dispostas a bancar uma produção em massa do curioso dispositivo. Nenhuma considerou que o fidget spinner original tivesse apelo comercial suficiente, e o projeto acabou engavetado.

Catherine Hettinger e sua neta segurando as duas “gerações” de fidget spinners

Brinquedo registrado

A engenheira conseguiu patentear sua invenção em 1997 e passou a fabricá-la por conta própria de maneira artesanal, vendendo o brinquedo em feiras de arte nos Estados Unidos. Quando a patente venceu, em 2015, Catherine se esqueceu de pagar a taxa necessária para manter o registro e acabou deixando isso para trás.

A engenheira não acha que foi lesada nessa história, mesmo sem ganhar 1 centavo pelas vendas do produto

Mal sabia ela que algo muito semelhante ao que ela criou estaria vendendo milhares e milhares ne unidades em 2017. A engenheira, porém, não acha que foi lesada nessa história, mesmo sem ganhar 1 centavo pelas vendas do produto. O fidget spinner original que a norte-americana criou não possui as extremidades, é totalmente circular, e o método usado para girar o brinquedo é bem diferente. [Tecmundo]

Portal arrisca intitular ele de brinquedo “desafiador”… Meus amigos, aonde vamos parar?

Estamos retrocedendo no exercício cerebral?

Não sei como explicar ou definir uma peça de plástico da qual foi utilizada no tratamento de ansiedade, autismo e transtorno de deficit de atenção e hiperatividade para se transformar em um isca sobre as massas. Uma ideia que surgiu para melhorar a vida de algumas pessoas tornou-se objeto de consumo sem visar melhoria alguma, apenas pelo prazer de “ter”, “possuir”, e ver uma peça em um eixo girando sem parar. O que me lembra testes feitos com macacos, ou ratos em labirintos, sabe?

A massa virou isso, ratos de laboratórios. Quando falamos de seres estarem raptando pessoas, animais e recolhendo plantas para análises, muitos acabam achando graça. Mas e quando temos uma peça de plástico empurrada pela grande mídia pra ver no que poderia dar acaba virando uma febre mundial, muito fora do seu propósito? Tem laboratório maior que este?

Finalizo aqui a matéria com este exemplo abaixo:

Spinner a R$ 1,99 provoca fila quilométrica em MG

Pra vocês verem o poder da internet. Essa loja em Muriaé/MG fez uma promoção de hand spinner, aquele brinquedo que não serve pra nada, a 1,99. Acredito também que os primeiros da fila ganhariam o brinquedo de graça. [Ahnegao.com.br]

E Na Alemanha (1º Mundo)…

Alemanha confiscou 35 toneladas de spinners, o brinquedo da moda

Em maio, agentes do terminal de Frankfurt, a quinta maior cidade do país, apreenderam um total de 35 toneladas de spinners importados da China. O argumento é de que o brinquedo pode ser perigoso para as crianças.

“Levamos o material confiscado às autoridades competentes, que irão avaliar o que farão com ele”, disse Christine Strass, porta-voz do aeroporto de Frankfurt.

“Não sabemos o que vai acontecer com os spinners. Uma possibilidade é que eles acabem sendo destruídos.

Polêmica

Essa não é a primeira vez que o brinquedo, que foi inventado há mais de duas décadas, mas tem se tornado mais popular recentemente, causa polêmica.

Muitos educadores consideram que o spinner distrai as crianças e causa transtornos – por isso, ele já é proibido em sala de aula em algumas escolas.

Na Alemanha, é comum as autoridades estipularem alguns pré-requisitos para permitir a entrada de produtos assim no país – especialmente aqueles que vêm de países asiáticos. [Fonte]

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Criador do Site Verdade Mundial, fotógrafo por amor e profissão. Um inquieto da sociedade! Acredito que podemos mudar o pensamento das massas com a informação. Temos as ferramentas e a vontade de ver um Mundo melhor e livre. Estamos nessa luta há dez anos e em frente!