Em 16 de julho de 1945, foi testada em Los Alamos, México, a 1ª. bomba atômica do mundo, do Projeto Manhatan.  Em 06 de agosto de 1945, explodiu a bomba em Hiroshima; em seguida, em 09 de agosto, explodiu mais uma em Nagasaki. Em 1947, cientistas do próprio Projeto Manhatan, criaram o Relógio do Apocalipse e, desde então, um grupo de diretores do Bulletin of the Atomic Scientists da Universidade de Chicago hoje composto por cientistas especializados em energia nuclear e outros de renome como, por exemplo, o físico Stephen Hawking, mantém esse relógio simbólico chamado de Relógio do Apocalipse.

Ele representa uma analogia de onde a humanidade está, frente à destruição final da Terra, por uma guerra nuclear, sendo que a meia noite representa o fim. O relógio estava a 3 minutos e, agora, em 2017, ele foi colocado para apenas 2,5 minutos da hora fatídica.

Os motivos que levaram os cientistas à essa conclusão foram vários, entre eles, a falta de segurança na internet e do perigo de notícias falsas, alterações climáticas, aumento da violência em diversas partes do mundo, radicalismo religioso e a própria conduta do presidente Trump e seu colega, Putin, da Rússia, pois entendem que esses presidentes podem agir em conjunto ou podem tomar atitudes que coloque em risco todo o mundo. Quando ele foi criado, em 1947, foi colocado a sete minutos e, de lá para cá, já se movimentou 23 vezes, algumas para a frente e outras para trás. Por exemplo, em 1991, quando os Estados Unidos e a Rússia assinaram o tratado de redução de armamentos estratégicos, ele foi para 17 minutos, a maior distância desde a sua criação. Hoje ele está em 2,5 minutos, ou seja, bem próximo do fim do mundo. Também entram no cenário atual, a Coréia do Norte, Índia e Paquistão, todos em crise e detentores de bombas atômicas. Mas, afinal o que é a figura do Apocalipse? Apocalipse ou Revelação, é o último dos livros da bíblia, atribuído a João. O próprio João diz ter sido somente o escritor e que, todo o conteúdo dessas revelações, foram feitas através de anjos, a mando do próprio Cristo.

Basicamente são quatro anjos que, em seus cavalos, anunciam as quatro fases do Apocalipse.

O primeiro vem em um cavalo branco e é a figura de um líder carismático do mal, o próprio anticristo, enganando as nações com grandes milagres.

O segundo vem num cavalo amarelo e simboliza a peste e doenças espalhadas pelo mundo; hoje a globalização permite que um vírus se espalhe pelo mundo todo em questão de dias, por exemplo, numa guerra biológica.

O terceiro cavaleiro vem num cavalo negro, que simboliza a fome e uma crise mundial de alimentos.

O quarto cavaleiro chega em um cavalo vermelho, que simboliza a guerra, um conflito mundial simbólico entre Cristo e o Anticristo. Será a terceira guerra mundial ou o Armagedom, que acabará com a soberba humana.

Interessante que o palco dessa guerra bíblica será na cidade de Jerusalém. De acordo com a visão dos cientistas atuais, poderá ser um conflito inicial da Rússia contra Síria, Irã contra Pérsia, Índia contra Paquistão e com o envolvimento de Estados Unidos e Israel. Se isso acontecer, realmente o relógio chegará nas 12 horas. Perguntado certa vez sobre como seria uma terceira guerra mundial, Einstein disse não saber; por outro lado, disse que fatalmente a quarta guerra mundial seria com pedaços de paus e pedras.

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Célio Pezza é escritor e colunista de diversos jornais e revistas no Brasil. Seus romances misturam ficção com realidade e trazem fortes mensagens por trás de cada história. Seu livro As Sete Portas foi traduzido para o inglês e editado no Canadá, EUA e Inglaterra. Sua mais recente obra, A Tumba do Apóstolo, foi lançada em 2014.