Uma discussão sobre a relação próxima entre Maitreya e Jesus, 2.000 anos atrás no começo da Era de Peixes, e hoje ,no começo da Era de Aquário.

Jesus de Nazaré e o Cristo não são a mesma pessoa. Esta é uma das afirmações mais difíceis para Cristãos aceitarem em conexão com Maitreya, o Instrutor do Mundo, e portanto, ela precisa de algumas explicações adicionais.

Na verdade, o título Cristo não se refere de forma alguma à algum indivíduo. Ele é o nome de uma função na Hierarquia de Mestres de Sabedoria, aquele grupo de seres avançados que guiam a evolução da humanidade por detrás das cenas. Seja lá quem estiver na chefia desta Hierarquia, automaticamente se torna o Instrutor do Mundo, conhecido no Oriente como o Bodhisattva, durante o tempo de seu cargo.

Maitreya, que encarna a energia que nós chamamos de Princípio Crístico, manteve este cargo por mais de dois milênios, e na Palestina, ele se manifestou como o Cristo para inaugurar a Era de Peixes então começando. O método que ele utilizou é chamado de ofuscamento espiritual, isto quer dizer, sua consciência informava e guiava as ações e ensinamentos do seu discípulo, Jesus. Foi portanto a consciência do Cristo, Maitreya, que era vista e experienciada por aqueles ao redor de Jesus.

Na verdade, Jesus era um iniciado de quarto grau e um dos mais velhos discípulos dos Mestres da Sabedoria. Ele apareceu anteriormente em tempos bíblicos como Josué, o filho de Nun, então como Isaias, e novamente como Josué no livro de Zacarias. Na Palestina, ele fez o grande sacrifício de se permitir ser usado por Maitreya para cumprir Sua missão durante os três anos que se seguiram após o batismo no Rio Jordão. Durante sua vida, Jesus também simbolicamente reencenou as cinco iniciações que levam uma pessoa à Maestria. A experiência na cruz foi a reencenação da 4ª iniciação para Jesus (seu nascimento, o batismo, e a transfiguração no monte simbolizam as três primeiras), enquanto que, ao mesmo tempo, Maitreya passava por uma iniciação mais elevada.

Os eventos da vida de Jesus e suas palavras foram grandemente mau interpretados devido a esta pouca compreendida conexão entre seu trabalho e aquele de Maitreya, o Cristo. Isto deu origem a um ponto de discórdia muito antigo entre teólogos– se Jesus era Deus ou homem, ou talvez os dois juntos. A resposta é que Jesus era um homem que, como resultado do processo de evolução, se tornou um Filho de Deus– como todos o fazem eventualmente. Outros passaram antes dele por este caminho, e muitos o tomaram desde então.

Cristãos que são da opinião de que ninguém deve tentar imitar as realizações de Jesus (que, para eles é Deus, ou pelo menos, seu único Filho), sofrem a contradição de suas próprias palavras:

Tornem-se perfeitos assim como o Pai no Céu é perfeito, e coisas Maiores do que Eu fiz, vocês farão.

A morte de Jesus foi a realização do objetivo daquela vida, e foi Maitreya que ressuscitou o corpo da tumba (como um símbolo para a 5ª iniciação, assim como a ascensão foi um símbolo para a 6ª iniciação). Esta apresentação de antigo conhecimento oculto na forma simbólica é um dos métodos que a Hierarquia Espiritual utiliza para ensinar a humanidade, e transmitir conhecimento para aqueles que tem ouvidos para ouvir e olhos para ver. Nas vidas do Buda, Mitra e Krishna, eventos simbólicos similares podem ser encontrados. Os famosos trabalhos de Hércules, também, não são nada mais do que parte do processo de iniciação expressado em forma simbólica.

O discípulo Jesus de 2.000 anos atrás agora se tornou um dos mais elevados Mestres na Hierarquia: o Mestre Jesus. Ele alcançou seu estado de perfeição em sua próxima vida como Apolônio de Tiana. Muitos daqueles que o seguiram durante sua vida como Jesus ainda estavam vivos durante esta encarnação posterior– e muitos deles se tornaram convencidos que Jesus tinha aparecido entre eles. Foi Apolônio que fez uma jornada à Índia, que se tornou a base para a história, que muitos acreditam, de que Jesus não morreu na cruz, mas foi para a Índia e morreu na Caxemira, tendo vivido até uma idade muito avançada.

O Mestre Jesus esteve encarnado em um corpo Sírio por cerca de 640 anos. Ele é descrito em Iniciação, Humana e Solar, de Alice A.Bailey (publicado pela Fundação Cultural Avatar-Brasil), como o seguinte: Ele é uma figura marcial, um disciplinador e um homem de vontade de ferro. Ele é alto e magro, com uma face alongada e fina, cabelo escuro, pele clara, e penetrantes olhos azuis. Na Hierarquia, ele é descrito como o Grande Líder, o General e Sábio Executivo. Ninguém está mais proximamente em contato com as pessoas que representam o que há de melhor nos ensinamentos Cristãos e ninguém é tão consciente das necessidades do momento presente.

Durante a maioria do seu tempo, ele viveu principalmente na Palestina. Desde 1984, no entanto, ele tem vivido em Roma. A intenção é a de que ele tentará erguer as igrejas Cristãs para fora de seu estado de cristalização e rivalidade, e, se convidado para, liderar em uma nova igreja unida. Fazendo isto, ele espera resolver as muitas contradições e mau entendimentos que se ergueram durante os séculos sobre o seu papel histórico e os ensinamentos que ele então disseminou como um veículo para Maitreya.

Com a emergência de Maitreya, o Mestre Jesus está tendo um grande papel pela segunda vez, assim como os Apóstolos Pedro e João. Dois mil anos atrás, eles eram iniciados de terceiro grau; agora, foi confiado à eles um aspecto significante ao se completar o Plano como o Mestre Morya, e o Mestre que irá suceder Maitreya como o Cristo durante a próxima era (em cerca de 2.500 anos), Koot Hoomi. Esta colaboração aberta, que será visível a todos, terminará com qualquer dúvida ainda restante em relação ao verdadeiro relacionamento entre Maitreya, o Cristo, e seu discípulo, o Mestre Jesus.

Assim, esta aparente paradoxal afirmação de que Jesus e o Cristo não são a mesma pessoa, no sentido literal da palavra, é mais razoável do que se pareceria. Aqueles Cristãos que acham difícil aceitar que o instrutor “deles” não é o mais alto líder de toda a humanidade, podem, no entanto, se consolarem com um segundo paradoxo: Jesus e Maitreya, o Cristo, eram (e são) um, no sentido de que eles, cada um em seu próprio nível, trabalham juntos em perfeito acordo para levarem à frente o Plano Divino.

Fonte: Share International

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Trabalha na área de Controle de Qualidade em uma empresa Suíça. A espiritualidade fez com que Marluce despertasse espiritualmente. Sem um certo nível de consciência espiritual é impossível perceber a magia da vida.