Pesquisas mostram que sua mente varia entre dois extremos mentais, o do Dragão e o do Anjo. Se deixamos as emoções negativas nos carregar, aí facilmente entramos num surto de raiva e implicância, mesmo sobre coisas bobas e corriqueiras, despertando o azedume do nosso dragão.

Por Giridhari Das
Colaborou Harlley Alvez
Via e-mail. 


Nos anos 1970, o neurocientista Paul MacLean apresentou a Teoria do Cérebro Trino. Para os estudiosos, o comportamento do ser humano deste planeta se origina em zonas profundamente soterradas no cérebro. Uma delas e a mais antiga e primeva seria o “Cérebro Reptiliano”, que controla o lado mais animal de nossos homens e mulheres terrenos, ocupando-se de garantir o instinto 
da AUTO-PRESERVAÇÃO a qualquer custo, AGRESSÃO e a REPRODUÇÃO. E nos instiga a agir e sermos reativos para o Fugir e/ou Lutar, buscando a manutenção de vontades primárias do corpo animal, como sede, fome, sexo, entre outras. O cérebro reptiliano ou basal apenas mede a ação imediatista de atender as nossas vontades. E nem sempre aquilo que queremos nos faz bem. E isso acontece porque o cérebro do dragão não raciocina, apenas faz.


É um extremo mental conhecido como o estado defensivo, que contrasta com o cérebro emocional e o racional. Q
uando focamos na sobrevivência do mais forte, e não na sobrevivência do mais gentil, criamos laços que no final da jornada estão a sabotar toda a nossa espécie. Teorias sobre um possível link do tema com vida alienígena pululam na Rede, mas o aspecto que a ciência se refere é quando seu cérebro animal assumiu total controle de seus pensamentos e ações.Adrenalina corre pelas veias. Pressão sanguínea e batida cardíaca sobem fortemente. Sua amígdala está no comando e, por isso, tirou do ar o córtex, a parte do seu cérebro onde você processa os pensamentos racionais. Nos níveis mais intensos de ameaça, você basicamente se torna uma besta, assustada e raivosa. Este é nosso estado de dragão. Pode parecer emocionante, mas é muito desagradável e até perigoso.

O outro extremo é o estado exploratório. Neste estado, você está inteiramente absorto em algo que lhe fascina. Você está ocupado em fazer, estudar ou vivenciar algo a tal ponto, que todo seu ser está ocupado, no aqui e a agora. No seu aspecto mais puro, é conhecido como “flow”, ou “estado de fluxo”, onde decisões e pensamentos ocorrem na velocidade da luz, sem aparente deliberação.  A sensação que se experimenta é de alegria, vitalidade intensa e conexão. 
Eu chamo isso do estado de anjo, onde você é mais do que um mero ser humano. 
Neste estado, você está operando no seu pico, fluindo com a vida e expressando sua natureza brilhantemente.
Nós somos muito sensíveis. Qualquer aparente ameaça nos leva em direção ao estado de dragão. Mesmo ver alguém mal-humorado, à distância, é suficiente para aumentar seu estado defensivo, mesmo se a pessoa não estiver olhando para você. Pensamentos são processados como realidade pela mente. Sentir-se ansioso sobre eventos futuros, medo de possíveis resultados ou até mesmo revivendo uma experiência ruim do passado são todos interpretados por seu cérebro como eventos reais no aqui e agora, disparando o movimento em direção ao estado de dragão. Dá para entender porque passamos grande parte da vida nos sentindo mal. Estamos constantemente levando nós mesmos a loucura, mesmos que sutilmente, muitas vezes inconscientemente, toda hora. E se deixarmos nossas emoções negativas nos carregar, aí facilmente entramos num surto de raiva, mesmo sobre coisas bobas e corriqueiras.
Veja este vídeo para entender mais sobre a raiva e como conter a perda de controle: 

Sabendo deste constante fluxo da mente entre estes dois estados de dragão e anjo, podemos começar a assumir controle de nossa experiência de vida. Aqui 3 considerações práticas para conseguir isso:

  • Ocupe-se sempre em auto-observação. Fique ciente de sua mente. Pratique mindfulness de seu próprio estado de espírito e suas emoções. Perceba seus pensamentos. Este é um ponto chave para desenvolver uma vida melhor e sempre enfatizada por psicólogos e mestres espirituais.
 
  • Pacifique sua mente. Tão logo perceber que sua mente está deslizando em direção ao estado dragão – em ansiedade sobre algo no futuro, em lamentação sobre algo no passado ou motivado por uma situação desagradável se desdobrando diante de você – interrompa o processo. Faça isso por respirar profunda e calmamente, trazendo sua mente para o aqui e agora. Não para o aqui e agora da sua realidade distorcida, cheia de dúvidas e incertezas que sua mente está usando para lhe enlouquecer, mas a realidade profunda de seu foco interno, em ser a melhor pessoa que pode ser. Em suma, pratique mindfulness. E se as coisas ficarem mesmo agitadas você corre o risco de despertar totalmente o dragão. Neste caso, você precisa tomar providências imediatamente, enquanto ainda lhe resta um pouco de controle sobre seu córtex. A amígdala vai desarmar em resposta a respirações profundas e rítmicas, e ao relaxar proposital dos músculos do corpo. Com isso sua mente vai se mexer em direção ao estado anjo novamente. 

  • Busque seu estado de anjo. Faça isso por encontrar prazer e significado em tudo que faz. Isso é possível quando está em sintonia com seu dharma, sua essência, e colocando isso em ação. Quando seu foco é viver quem você realmente é, você está levando sua mente ao estado de anjo. Quanto mais focar em sua essência, mais próximo estará da perfeição do estado de anjo. Foco total significa entrar no fluxo, alegremente absorto na vida, em gratidão constante.

About Author

Criador do Site Verdade Mundial, fotógrafo por amor e profissão. Um inquieto da sociedade! Acredito que podemos mudar o pensamento das massas com a informação. Temos as ferramentas e a vontade de ver um Mundo melhor e livre. Estamos nessa luta há dez anos e em frente!