A primeira menção à ideia de adiantar os relógios para aproveitar melhor as horas de sol foi lançada em 1784 pelo político e inventor americano Benjamin Franklin, isso quando ainda não existia luz elétrica. Mas sua ideia não recebeu qualquer receptividade, quer dos governos, quer da sociedade científica, mesmo após ele publicar um artigo (“An Economical Project for Diminishing the Cost of Light” — para o Jornal de Paris, em 1784) sobre a possível economia em cera de vela que seria gerada caso a medida fosse adotada. É importante notar que Franklin apenas sugeriu que as pessoas acordassem mais cedo no verão — sem, no entanto, mencionar mudanças na hora oficial. Ele partiu da observação de que, durante parte do ano, nos meses de verão, o sol nascia antes que a maioria das pessoas se levantasse, e concluiu que a luz do dia poderia ser mais bem aproveitada, assim, a maioria da população passaria a acordar, trabalhar e estudar em consonância com a luz do sol, e com isso não se consumiriam tantas velas nas fábricas e residências daquela época. A ideia, na época, não chegou a sair do papel.

Horário de verão é a prática de adiantar os relógios em uma hora durante os meses do verão, com o objetivo de fazer com que a luz do dia seja experienciada também durante o início da noite, enquanto sacrificando o horário normal do nascer do sol. Tipicamente, a população de regiões que adotam a medida, avançam uma hora próximo ao início da primavera e retornam para o padrão no outono.

A ideia moderna do horário de verão foi proposta pelo neozelandês George Hudson em 1895. A Alemanha e a Áustria-Hungria organizaram a primeira implementação, começando em 30 de abril de 1916, durante a Primeira Guerra Mundial. Vários países usaram-no diversas vezes desde então, particularmente durante a crise da energia em 1970.

A prática recebeu tanto advocacia quanto críticas. Adiantar os relógios traz benefícios para o varejo, os esportes, e outras atividades que exploram a luz do sol após a jornada de trabalho, mas pode trazer problemas para o entretenimento da tarde e para outras atividades ligadas diretamente à luz solar, como a agricultura. Mesmo que alguns dos primeiros proponentes do ato tenham pensado que o mesmo reduziria o uso de lâmpadas incandescentes durante a tarde, sendo a iluminação anteriormente o principal motivo da eletricidade, o clima moderno e os padrões de uso de aparelhos para refrigeração diferem bastante, e pesquisas em relação a como o horário de verão atualmente afetam o uso de energia têm sido limitadas e contraditórias.

As mudanças causadas pela medida às vezes complicam a cronometragem e podem atrapalhar viagens, faturamento, manutenção de registros, dispositivos médicos, equipamentos pesados e padrões de sono. O software dos dispositivos contemporâneos pode frequentemente alterar o horário por si só, mas as mudanças de políticas por várias jurisdições de datas e horários do horário de verão podem ser confusas.

Malefícios

Com o horário de verão, as pessoas dormem antes do habitual e acordam uma hora mais cedo. Esta alteração do horário de sono, segundo especialistas, pode trazer alguns prejuízos, como sonolência durante o dia, insônia à noite, cansaço e falta de apetite. Essa confusão que acontece no nosso organismo é um fenômeno que os médicos chamam de “desordem temporal interna” em tudo semelhante ao jet lag.

As discussões acadêmicas significativas sobre seu impacto na saúde começaram nos anos de 1970. Segundo um estudo realizado no Brasil, o corpo humano precisa de ao menos 14 dias para se adaptar totalmente ao horário de verão. Uma análise publicada em 2011 no “The New England Journal of Medicine” demonstrou um aumento na ordem de 5% nos ataques cardíacos (infartos do miocárdio) na população como um todo, na primeira semana do horário de verão.

Para o professor Michael Downing, o horário de verão também contribui para o aquecimento global, já que aumenta o uso do ar-condicionado.

Há até quem diga que o horário de verão aumenta a incidência de infartos. A alteração abrupta no relógio biológico dos cidadãos afetados pela medida eleva em até 8,5% a incidência de infartos, aponta estudo do professor Weily Toro Machado, da Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat), com o título Daylight Saving Time and incidence of Myocardial Infarction: Evidence from a regression discontinuity design, publicado na Revista Economics Letters em 2015.

Segundo a revista TecMundo, a falta de sincronização de dispositivos eletrônicos com o horário de verão, que pode ser uma porta de entrada para cibercriminosos, trazendo riscos à segurança de usuários e até de empresas, pois a diferença de horário dificulta o trabalho de rastrear e identificar falhas de segurança. O analista de segurança da Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP), Alan Santos, comentou que a precisão é a peça-chave para também apontar a hora exata de erros ou crimes cometidos por meio da rede.

A Maldade que poucos notam…

O que muitos mortais não reparam é o motivo maior de 1 vez ao ano trocar o relógio biológico das pessoas, com o intuito de sempre deixá-las com sono atrasado, problemas de concentração, estresse, enfim, muitas coisas que nos deixam em “ponto morto” por um bom tempo, e quando então conseguimos alinhar o corpo, mente e alma, lá vem o horário velho. E assim, todos os anos.

Já imaginou a plenitude de um corpo sempre regulado, tanto nos horários quanto no equilíbrio saudável de uma vida com horários definidos e tranquilos ao seu relógio biológico? Pois bem, você pode ir morar em alguns lugares que não fazem deste horário de verão algo oficial ou mesmo não regular o relógio e ver a vida tornando-se um caos. Mas saiba, isso não tem nada a ver com a economia de energia.

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Criador do Site Verdade Mundial, fotógrafo por amor e profissão. Um inquieto da sociedade! Acredito que podemos mudar o pensamento das massas com a informação. Temos as ferramentas e a vontade de ver um Mundo melhor e livre. Estamos nessa luta há dez anos e em frente!