Será que tirar o glúten da alimentação realmente é importante, e pode influenciar na sua saúde? Já sentiu desconforto intestinal ou estomacal após comer um alimento ou bebida que continha trigo, cevada e malte?

O glúten é um composto proteico encontrado em vários tipos de grãos, incluindo trigo, espelta, centeio e cevada. Ele consiste em duas proteínas: gliadina e glutenina. É importante que você tenha em mente que, normalmente, as pessoas reagem negativamente à gliadina. Quando a farinha é misturada com água, o glúten forma uma rede pegajosa reticulada de proteínas, dando propriedades elásticas à massa e permitindo que o pão aumente quando cozido.

A consciência dos efeitos negativos para a saúde do glúten aumentou nos últimos anos. E, por isso, muitas pessoas tentam eliminá-lo de suas dietas.

1 – Sensibilidade Ao Glúten

Não é preciso ter a doença celíaca para apresentar reações adversas ao glúten. Existe uma outra desordem chamada sensibilidade ao glúten (ou intolerância ao glúten), que é muito mais comum. Embora não haja uma definição clara de sensibilidade ao glúten, basicamente significa ter algum tipo de reação adversa ao glúten e uma melhora dos sintomas em uma dieta sem glúten.

Se você tem reações adversas ao glúten, mas a doença celíaca é descartada, então o problema é chamado de sensibilidade ao glúten não celíaca. Na sensibilidade ao glúten não-celíaca, não há ataque nos próprios tecidos do corpo. No entanto, muitos dos sintomas são semelhantes aos da doença celíaca, incluindo inchaço, dor de estômago, fadiga, diarreia, bem como dor nos ossos e articulações.

2 – Efeitos Adversos

Há também estudos que mostram que indivíduos sem doença celíaca e que não possuem a sensibilidade ao glúten diagnosticada também têm reações adversas a esta proteína. Em um desses estudos, 34 indivíduos com síndrome do intestino irritável foram randomizados para uma dieta sem glúten ou com glúten. O grupo na dieta contendo glúten apresentou mais dor, inchaço, inconsistência de fezes e fadiga em comparação com o outro grupo.

Há também estudos que mostram que o glúten pode causar inflamação no intestino e um revestimento intestinal degenerado. O glúten também pode ter efeitos negativos sobre a barreira do intestino, permitindo que substâncias indesejadas “escapem” através da corrente sanguínea.

3 – Transtornos Cerebrais

O glúten também pode ter graves efeitos sobre o cérebro. Muitos casos de doença neurológica podem ser causados ​​e / ou exacerbados pelo consumo de glúten. Isso é chamado de neuropatia idiopática sensível ao glúten. Em um estudo de pacientes com doença neurológica de causa desconhecida, 30 de 53 pacientes (57%) tinham anticorpos contra glúten no sangue.

O principal distúrbio neurológico que se acredita ser pelo menos parcialmente causado pelo glúten é a ataxia cerebelar, uma doença grave do cérebro que envolve uma incapacidade de coordenar equilíbrio, movimentos, problemas de falar, etc.

Existem vários outros distúrbios cerebrais que respondem bem a uma dieta sem glúten: (6)

– Esquizofrenia;

– Autismo;

– Epilepsia.

4 – Problemas De Pele

A causa mais famosa de problemas de pele relacionados ao glúten é a doença celíaca, que pode causar uma doença de pele chamada dermatite herpetiforme. Os sintomas da dermatite herpetiforme incluem uma erupção cutânea com comichão, vermelha, com bolhas aumentadas.

E mais uma vez, isso não se limita à doença celíaca. Os eczemas podem aparecer sem que a doença seja diagnosticada.

5 – Inflamação Intestinal

Inflamação é a resposta natural do seu sistema imunológico a lesões. Você pode vê-la em ação sempre que você se cortar, por exemplo, pois a área fica vermelha e quente. As proteínas no trigo são irritantes intestinais (como o corte na pele), causando uma resposta inflamatória.

O caso mais famoso é a inflamação causada pelo glúten em pessoas com doença celíaca ou sensibilidade ao glúten não celíaca. Mas a inflamação do trigo também é um problema, mesmo para as pessoas que não são sensíveis ao glúten especificamente.

Os inibidores da tripsina da amilase (ATIs para abreviar) que podem provocar uma resposta imune inflamatória no trato GI estimulando células imunes. Isso ocorre em pessoas, independentemente de ter ou não a doença celíaca.

6 – Pode Ser Viciante

Há muitas pessoas que acreditam que o trigo pode ser viciante. Ter desejos de comer pão ou donuts é muito comum. Existem alguns estudos sugerindo que o glúten pode ter propriedades viciantes. Quando o glúten é quebrado em um tubo de ensaio, os pépticos que são formados podem ativar receptores opióides.

Dado que o glúten pode causar aumento da permeabilidade no intestino, alguns acreditam que estas exorfinas podem encontrar o seu caminho para a corrente sanguínea, em seguida, chegar ao cérebro e causar dependência.

7- Doenças Autoimunes

Outro motivo para tirar o glúten da alimentação é por ele causar o desenvolvimento de doenças autoimunes. Doenças autoimunes são causadas pelo sistema imunológico atacar as coisas que são encontradas naturalmente no corpo.

Existem muitos tipos de doenças autoimunes que afetam vários sistemas de órgãos.

Todos eles combinados afligem cerca de 3% da população (9). A doença celíaca é um tipo de doença autoimune e pacientes celíacos estão em um risco drasticamente aumentado de outras doenças autoimunes também.

Muitos estudos têm encontrado fortes associações estatísticas entre a doença celíaca e várias outras doenças autoimunes, incluindo Tireoidite, Diabetes Tipo 1, Esclerose Múltipla e vários outros (10).

O trigo é um alimento muito ruim mesmo para pessoas que não têm doença celíaca. E os sintomas não aparecem necessariamente como episódios dramáticos de vômitos e diarreia. Faça o teste: fique duas semanas sem comer o glúten e confira como se sente. Procure também orientação médica.

Como a doença celíaca é detectada?

O primeiro passo é procurar o médico, diante de sintomas como diarreia constante. Se for criança, o certo é levar ao pediatra. Se for adulto, o clínico-geral. Esses profissionais vão começar a investigação, fazendo a análise clínica do paciente. Se houver suspeita de doença celíaca, vale procurar um gastroenterologista, o especialista no sistema digestivo.

Ele vai pedir um exame de sangue, para verificar a presença de anticorpos típicos da doença, e uma biópsia do intestino. Caso o distúrbio seja detectado, aí não tem jeito: é preciso cortar todos os alimentos com glúten da dieta. E o acompanhamento de um nutricionista é importante a fim de evitar desfalques de nutrientes importantes para a saúde.

O glúten mudou nas últimas décadas?

Uma das explicações usadas para banir o glúten da dieta diz que a proteína sofreu algumas modificações maléficas a partir da década de 1960. O pai da teoria é o cardiologista americano William Davis, autor do livro “Barriga de Trigo”, que já vendeu mais de 1,8 milhão de exemplares e figura há algum tempo na lista de mais vendidos do jornal New York Times.

De acordo com a versão, os cruzamentos de espécies de trigo realizados pelo agrônomo Norman Borlaug (1914 -– 2009) causou drásticas — e prejudiciais — alterações na estrutura do glúten. Essas mudanças estariam aumentando os casos de diabete, pressão alta e obesidade.

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Reikiana, praticante e apaixonada por Yoga, a estudante de Design de Moda pela UCS, Manoela desenvolveu um grande interesse na conexão espiritual entre o passado, presente e o futuro da humanidade, seus caminhos e mudanças ao longo dos séculos. Suas pesquisas para o Verdade Mundial vem sendo amplamente visualizadas nas áreas da sociedade, história e religião.