A Essência Divina. Além dos detalhes já fornecidos anteriormente, podemos dizer que a Essência Divina é aquela parte de nós que não desligou-se do Deus Maior, que está una com ele e com ele sempre esteve e estará. Precisamos saber discernir entre nós, seres humanos imperfeitos; e a Essência Divina, que é a perfeita manifestação divina, a presença de Deus manifestada através de nós.

Os seres humanos, há muito tempo atrás, já foram unidos e conscientes de suas essências divinas. Pelas suas transgressões, causaram uma divisão interior que resultou na divisão de si mesmos, na divisão de suas próprias unidades. Esta divisão interior foi ocasionada e inspirada por seres das trevas, que influenciaram seres de vários sistemas solares. Foi uma espécie de rebelião universal, um movimento contrário às Leis do Criador. Em meio à harmonia universal, um ponto em desequilíbrio cresceu e transmutou negativamente as energias de Vida da Criação.

A energia contrária envolvida no processo foi tamanha, que resultou numa imensa
explosão sideral, que ficou conhecida como o Big Bang. Isto resultou na criação automática de inúmeros novos planetas, estrelas, sistemas solares e galáxias. Estas criações foram resultado de uma desobediência às leis universais, à harmonia universal. Nesta ocasião surgiu então o planeta Terra. Muitos seres que aqui estão, atualmente, são os mesmos que aceitaram e foram influenciados pelo movimento de rebelião, logo, estão afastados de suas origens divinas primordiais.

Há inúmeros detalhes que poderiam ser citados a respeito, mas o que nós pretendemos aqui é mostrar um pouco da trajetória e origem do homem no universo.
Queremos explicar que o homem aqui está, em suas condições atuais, boas ou ruins, e foi ele próprio quem escolheu seu destino, mesmo que não estivesse consciente de suas consequências correspondentes. Este é um ponto muito importante a ser analisado.

O homem é hoje um ser dividido, pois ele desconhece totalmente a sua participação na unidade, não sabe mais quem ele é, de onde veio, e para onde irá. Isso nós podemos chamar de inconsciência. Cada pessoa assume um corpo físico, etérico, astral e mental, ou seja, os quatro corpos inferiores. Estes corpos não existiam originalmente, e foram o resultado da criação dos próprios homens, quando de sua decisão em participar do movimento contrário às leis da criação, o que resultou em diversos fatos e um deles é a divisão de si mesmos em vários corpos de manifestação, sendo alguns destes corpos meios intermediários entre o plano físico e a última dimensão, a dimensão de manifestação integral.
Atualmente, as pessoas em sua maioria sequer sabem que possuem um corpo etérico, ou seja, algo mais que simplesmente o corpo físico.
No mundo físico um outro mundo foi criado pelos homens, com bases em conceitos
materiais em consonância com as leis do mundo físico. Até aqui tudo normal. O problema é que os homens, em sua maioria inconscientes da existência de uma realidade maior, esqueceram-se de que existem leis e princípios maiores que regem todo um universo. Criaram inúmeros conceitos físicos e matemáticos, desenvolveram uma tecnologia e uma avançada civilização, com base nestes preceitos.

O homem desenvolveu muito a sua tecnologia, porém, infelizmente, esqueceu-se totalmente de que é parte de um universo maior, e que é uno com o Pai e todos os seres da Criação.
A sua tecnologia superou a sua espiritualidade, e quando isto acontece, o fim deste ciclo de evolução é algo inevitável. Isto tudo significa exatamente aquilo que todos nós já estamos vivenciando nos dias de hoje: o fim de uma civilização e o nascimento de uma Nova Era. Ou seja, não se trata de um fim deste mundo, mas sim uma grande transformação, que causaria uma imensa revolução mundial a nível de consciência.

As pessoas enfim terão consciência de suas divindades, e novamente reconhecerão a si
mesmas como partes da Criação do Pai. Isto porque a ilusão destes mundos materiais está cada vez mais chegando ao seu fim. Toda ilusão, todo erro, não é eterno.

Somente o erro e a imperfeição não são eternos, dentro das leis universais.
O resgate da essência divina, é o resgate de nosso Eu Superior. Muitos perguntam,
naturalmente: o que é o Eu Superior? O Eu Superior possui várias formas de ser explicado e descrito. Para compreendermos melhor, faz-se necessário entendermos onde se situa a nossa essência divina dentro do cosmos, dentro da Criação Absoluta de Deus. Não nos imaginemos como partes isoladas, pontos que vagam dentro de um universo imenso e infinito. Somos como gotas de água de um oceano infinito, ou seja, somos parte de uma unidade maior, a Unidade da Criação. Jamais seríamos isolados do imenso Amor que nosso Pai sente por nós. Se assim fosse, seria como uma pedra no fundo do mar que não tem contato com a água, que é a irradiação e a onipresença do Criador Absoluto. Portanto, podemos dizer que estamos neste momento imersos na Criação e no Amor Divino. Nada na Criação é isolado, tudo tem o seu papel, a sua função dentro de um funcionamento perfeito e um sincronismo cósmico. Ou seja, todos nós temos uma divina função neste plano em que vivemos. Podemos ter carmas, mas estamos aqui para aprender e eliminar estes carmas.

Eliminando-se os carmas, somos promovidos a um novo estágio de evolução, visando aprender novos conceitos universais e passando por outras provas e experiências diferentes das que conhecemos no mundo físico. A evolução continua, sempre. A nós cabe apenas não
atrasar a nossa evolução, e sim deixar que ela possa fluir naturalmente, pois a evolução é o caminho natural de todo ser em todo o universo. Se nos permitirmos evoluir, com certeza iremos evoluir. Este é o primeiro passo, mas não podemos nos esquecer de que a porta para a redenção é estreita, enquanto que a porta para a degradação é enorme. Assim sendo, faz-se necessária também a nossa força de vontade, será ela a força propulsora da nossa evolução, e somente o desejo desinteressado e incondicional de evoluir nos levará de fato a estágios superiores, dentro da Criação Universal.

O Eu Superior de cada pessoa, é portanto a manifestação da Inteligência Divina. Precisamos entender que: nós somos, porque Deus é por nós; jamais seríamos, se Deus não fosse antes. Esta é a lei. Nosso Eu Superior portanto é, antes de nós sermos. Esta nossa vivência atual nos planos físicos é tão transitória como o passar de alguns segundos na eternidade, assim sendo, o que realmente somos não se limita a uma personalidade cheia de características, emoções e imperfeições terrenas. Tudo isto é apenas um detalhe. Durante muito tempo
assumimos milhares de identidades diferentes. Em vidas passadas, podemos ter sido
muito pobres, por exemplo, e hoje já possuímos melhores condições de vida.

Tudo depende exclusivamente da forma como administramos estas situações, no passado.
Se a boa situação material, por algum motivo torna-se um merecimento para nós, assim será numa vida futura. Assim é a natureza, dentro das leis de causa e efeito. O que podemos dizer em relação ao Eu Superior neste sentido, é que o nosso Eu Pleno, aquele que tudo vê, tudo sabe e em todos está, é muito mais vasto do que podemos imaginar. Afinal, ele é o nosso Deus, a Centelha Divina presente em nós.

Em diversas vivências, adquirimos experiências nas mais variadas circunstâncias, para que
pudéssemos conhecer e aprender com todas elas. O aprendizado não pára em nenhum momento. Haverá o dia em que completaremos a nossa fusão com o nosso próprio Eu Superior, mas para isso muito trabalho interior deverá ser realizado, além de ser  fundamentalmente necessário o desenvolvimento dos sentimentos crísticos, de Amor, Sabedoria, Justiça, Liberdade. O que seria a fusão com o Eu Superior? É a união consciente com Aquele que é antes de Nós Sermos, com aquele que tudo sabe, que tudo vê e em todos está. Será o momento em que retornaremos ao ponto de partida, ou seja, quando pudermos nos manifestar como verdadeiros Filhos de Deus feitos à sua imagem e semelhança. Este mesmo Deus, que é a nossa Centelha Divina e que sempre nos fala em oculto durante nossas preces e meditações.

É importante deixarmos claro que jamais poderíamos perder o contato com o nosso Eu Superior. Podemos nos afastar dele, devido às nossas faltas e transgressões, mas jamais cortaríamos nossos laços com ele, pois se assim fosse, deixaríamos de SER. E isso é impossível.

No universo, tudo é, nada é inexistente. Deus é infinito e a tudo alcança, e tudo o que existe faz parte deste Deus, deste Grande Sol Central que de si emana o Amor Universal a todos os mundos e a todos os universos. Podemos nos afastar de nossos Eus Superiores, mas em breve tempo o caminho da ilusão, o qual poderíamos ter seguido, este se desintegrará e tudo o que poderia parecer fartura e domínio, poder ilimitado, um dia se mostrará limitado pois ele realmente é. As trevas são ilusórias, portanto, somente o caminho da Luz é farto, infinito, e nos traz glória e poder, no sentido universal e jamais no sentido de domínios e contrastes entre mais fortes e mais fracos. Assim é a natureza, assim é o universo.

Se nos perdemos de nossos Eus Superiores, há um motivo para isso. Nós não cortamos a ligação, de forma alguma, mas estamos como que procurando a porta certa em meio a uma escuridão que nos impede de enxergar. E assim poderemos abrir portas erradas e delas sairão monstros, os tão conhecidos monstros que chamamos de medo, insegurança, brigas, ódio, etc. Mas existe uma porta, estreita, pela qual podemos nos reencontrar. Ao abrir esta porta, tudo se iluminará e a escuridão se dissipará. Tudo então se torna Luz e nada mais poderá nos levar a abrir portas erradas, pois agora sabemos que só o Amor pode curar, só o Amor pode orientar, somente através do Amor Universal podemos saber quem somos e o que realmente queremos. Nos unimos novamente ao Pai, tal como aqueles filhos pródigos
que um dia deixam seus pais, mas após algum tempo de provas e percalços, voltam ao braços maternais e paternais, que por muito e muito tempo esperaram por este momento.
E perguntamos então, para que adiar este momento feliz? Nós temos um Pai imensamente bom e amoroso, e grande será a alegria ao retornarmos a ele!
Pensemos nisto. Nosso Pai sempre esteve conosco, jamais teria nos abandonado.

Mesmo nos momentos mais difíceis, mesmo que já tenhamos pensado em suicídio, mesmo que já tenhamos cometido as maiores infrações das leis da natureza, somos filhos de Deus e Deus quer que nós nos regeneremos para que possamos retornar à nossa posição original, que é o Filho Perfeito de Deus, feito à sua imagem e semelhança. Não há crime nem pecado neste universo que possa condenar uma alma à atribulação eterna. Isto não existe! O sofrimento de uma alma será sempre proporcional ao erro cometido por ela. Ninguém sofre mais do que deve e mais do que pode, isto é também uma Lei. E se alguém te fala de trevas eternas, ou de fogo eterno, não acredite. Nosso Deus é infinitamente bom, e ele jamais condenaria, mesmo porque nosso Pai não condena, jamais, alguém a sofrer no fogo eterno.
Que busquemos então a nossa auto-compreensão, que perdoemos aos nossos próprios erros, pois somente a partir deste momento conseguiremos nos desvencilhar da prisão das trevas, e conseguiremos sintonizar a Luz que emana o universo, e viveremos em paz, amor e liberdade. Lembremos sempre: nosso Pai é infinitamente bom e justo, amemos a nós e estaremos amando ao próximo, e assim estaremos amando a Deus sobre todas as coisas.

Fraguimento do livro de Leandro Pires

Pesquisa de Fatima dos Anjos

Fonte: Portal Arco-íris | Dica do leitor Adriano Pinto

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Criador do Site Verdade Mundial, fotógrafo por amor e profissão. Um inquieto da sociedade! Acredito que podemos mudar o pensamento das massas com a informação. Temos as ferramentas e a vontade de ver um Mundo melhor e livre. Estamos nessa luta há dez anos e em frente!