Em 1977 e 1978, os estados do Pará e Maranhão foram palcos de uma incrível onda ufológica. Diversos municípios destes estados foram invadidos por estranhos objetos luminosos que projetavam focos de luz e segundo o relato de vários moradores e também pela divulgação da Imprensa local sugavam pequenas porções de sangue de suas vítimas. Este fenômeno foi imediatamente batizado de “aparelho”, “chupa-chupa” ou “luz vampira”.
Já no início do segundo semestre de 1977, o pânico se instaurou naquelas localidades, sendo que as autoridades locais procuraram ajuda militar. Assim, em meados de agosto de 1977, o chefe da 2ª Seção do I COMAR – Comando Aéreo Regional do Pará, o coronel Camilo Ferraz de Barros, apoiado pelos brigadeiros Protásio Lopes de Oliveira e João Camarão Teles Ribeiro, criaram a “Operação Prato” designando o capitão Uyrangê Bolívar Soares Nogueira de Hollanda Lima para a chefia daquela equipe, que objetivava esclarecer o que de real existia sobre aqueles aparecimentos. Agentes do extinto SNI (hoje ABIN) participaram em determinado momento destas operações e vigílias, o que mostra que não era um assunto de interesse apenas das Forças Armadas.

Durante anos a operação foi mantida em sigilo e muitas vezes se negou explicitamente que ela sequer existiu, mas a verdade veio à tona com uma famosa entrevista desse que foi um dos protagonistas da operação, o Coronel Uyrangê Hollanda, que numa épica entrevista ao fantástico revelou toda a verdade e não apenas isso, como expôs ao mundo um relatório oficial dessa operação, com centenas de registros de naves, entrevistas, dados geográficos da área, dados médicos dos envolvidos e um manancial gigantesco de informações adicionais sobre a atividade (em muitos casos pacífica mas em outros eventualmente hostil) de objetos voadores não identificados na região de Colares, no Pará.

O relatório deixa claro e não ficam duvidas de que a percepção dos militares é que o fenômeno era real, não um surto coletivo ou qualquer produto de natureza fantasiosa, e que parecia ter uma inteligência desconhecida envolvida.

Uirangê que já na reserva, ao expor a operação que era abafada pela força Aérea, acabou sendo encontrado enforcado com a corda do roupão que usava em sua própria cama, num até hoje controverso suposto caso de suicídio, que lembra o “suicídio” do jornalista Vladmir Hezrog na cadeia na época da ditadura.

O relatório da operação prato era repleto de desenhos e descrições muito ricas das aparições de naves e aparelhos de formato bizarro, alguns onde se podia inclusive ver tripulantes em seu interior, mas a escassa liberação de imagens do caso (são centenas de fotografias e até filmagens em película realizados pelos militares, que estão ainda hoje sob sigilo) era um entrave nas investigações que transcorreram a posteriori da liberação do relatório oficial das investigações da FAB.

Hoje, felizmente um lote de novas imagens da operação prato vêm a público graças aos esforços dos meus amigos Edison Boaventura e Josef Prado.

A postura da FAB

Até pela característica do fenômeno, o risco que ele representa e a seriedade com o qual deve ser tratado pelas forças militares, lidar com este assunto junto aos órgãos oficiais da defesa do país é complexo e extenuante. A Rede Brasileira de Pesquisas Ufológicas tentou contato recentemente para obter cópias dos originais deles, mas até o momento, não houve sucesso. É muito difícil obter estes documentos e fotos com os militares e até mesmo por meio do SIC é complicado, pois eles dão respostas evasivas.

Há, evidentemente um processo de liberação de dados sigilosos no qual a Op. Prato faz parte, mas na realidade fria dos fatos, hoje o que os militares liberaram no Arquivo Nacional é material de baixa qualidade (cópias de cópias) e não dá para ser estudado de forma adequada, por isso, se tornou importante para os pesquisadores do mundo todo que se interessam por este caso tão emblemático conseguir um material de qualidade com a Força Aérea para complementar o acervo que nós já possuímos.

Apesar da dificuldade em obter informações, sabemos que a FAb continua a monitorar e pesquisar o trafego aéreo de origem desconhecida nos céus do Brasil. Formalmente, a Aeronáutica não se manifesta publicamente sobre esta questão. Mas, a documentação que eles possuem (documentos, relatórios, fotos, filmes, evidências físicas, etc.) provam que eles reconhecem o assunto como de importância. Tanto é que existem normativos específicos para tratamento das ocorrências. Como opor exemplo, podemos citar a NOSDA VIG 07, dentre outros normativos. Eles se limitam a dizer que o material referente a OVNIs está disponível no Arquivo Nacional. NO entanto o nosso “Arquivo X” cresce a cada dia, pois a FAB Investiga e cataloga todas as ocorrências no COMDABRA, por determinação legal de brigadeiro Junichi Saito, em 2010, por meio da Portaria 551/GC3, de 9 de agosto de 2010. Tal normativo responsabiliza o COMDABRA para receber e catalogar as notificações de OVNIs.

Do lado civil, a busca de respostas nunca acabou

Apesar das dificuldades em aprofundar o mistério que permeia a Operação prato e a onda ufológica no norte do Brasil nos anos 70, os pesquisadores nunca se deram por vencidos.  Em diversas ocasiões conversamos com as testemunhas civis e militares. Em 2002, o Edison esteve no Maranhão e entrevistou várias pessoas. Mais recentemente, de meados de 2016 e 2017, colheram vários depoimentos importantes de pessoas que foram testemunhas de vários fatos naquela época. Todos os militares que conversamos ou tivemos contato informaram que a “Operação Prato” foi real e fez um ótimo trabalho para aquela época, sendo referência quando se fala do assunto dentro dos comandos militares e bases aéreas.
As fotos dessa operação, bem como seus demais registros, não raro têm qualidade sofrível devido à escassez tecnológica disponível na época. Uirangê contou entre muitas coisas, que grande parte das fotografias de objetos relativamente baixos e perfeitamente registráveis, não mostravam nada, fenômeno que sempre o intrigou. Aliás, segundo o próprio Uirangê o final da operação foi decidido após uma junta militar assistir ao último filme, onde uma nave gigante desce perto do destacamento da FAB e da nave surgiu um ser vestido num escafandro e fez um sinal para eles. Tudo registrado em película. Filme que nunca mais foi visto e talvez ainda esteja guardado em algum lugar nos porões do Condabra. São fotografias feitas por militares em operações que durante anos tiveram sua existência negada formalmente. É digno de nota que as fotografias em si acrescentam nada ou muito pouco em termos palpáveis da análise dos objetos que tentaram registrar naqueles dias, mas elas emolduram graficamente um episódio fundamental na busca da compreensão dos fenômenos aéreos insólitos na Terra, que alguns por medo ou por simples obtusidade ainda se recusam a reconhecer.

Baixe o pacote de fotos da operação prato aqui

Nosso mais sincero e gratificante OBRIGADO ao portal Burn, Edison Boaventura e Josef Prado! Além do site que reuniu todo o material em um único arquivo, o Mundo Gump

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Criador do Site Verdade Mundial, fotógrafo por amor e profissão. Um inquieto da sociedade! Acredito que podemos mudar o pensamento das massas com a informação. Temos as ferramentas e a vontade de ver um Mundo melhor e livre. Estamos nessa luta há dez anos e em frente!