Ao longo da sua existência, a Terra teve seus polos magnéticos invertidos em várias ocasiões. Os cientistas acreditam que esse fenômeno acontece, aproximadamente, a cada 250 mil anos e por razões ainda desconhecidas. Dessa maneira, o norte passa a ser o sul e vice-versa.

As consequências dessa mudança têm deixado a comunidade científica em alerta, principalmente por causa do processo de transição, que pode durar centenas de anos. Essa passagem acarretaria em uma falta de proteção da Terra com relação às radiações solares, e seus efeitos levariam à devastação da vida no planeta e também de suas infraestruturas elétricas.

As últimas evidências demonstraram que o campo magnético da Terra está diminuindo dez vezes mais rapidamente que o normal, algo que leva os geofísicos a prognosticarem uma inversão magnética iminente. A pergunta importante é: “quando ela acontecerá?”, uma vez que não estamos preparados para as suas consequências. 

A alteração no campo magnético durante uma inversão enfraquece seu efeito de blindagem da Terra, permitindo níveis elevados de radiação sobre e acima da superfície do planeta.

Se isso acontecesse hoje, o aumento de partículas carregadas chegando à Terra resultaria em riscos maiores para satélites, aviação e infraestrutura elétrica terrestre.

O que acontece com as pessoas?

Em termos de vida na Terra e o impacto direto de uma inversão em nossa espécie, não podemos prever definitivamente o que acontecerá, uma vez que seres humanos modernos (Homo sapiens) não existiam no momento da última inversão total.

Vários estudos têm tentado ligar inversões passadas com extinções em massa, sugerindo que episódios de vulcanismo estendido poderiam ser impulsionados por uma causa comum.

Sabemos que muitas espécies animais têm alguma forma de magneto recepção que lhes permite sentir o campo magnético da Terra, usando isso para auxiliar na navegação de longa distância durante a migração. Mas não está claro que impacto uma inversão total poderia ter sobre essas espécies.

O campo magnético da Terra é gerado dentro do núcleo líquido do nosso planeta, pelo lento agitar do ferro fundido. Como a atmosfera e os oceanos, a maneira como ele se move é governada pelas leis da física. Devemos, portanto, ser capazes de prever a inversão através do rastreamento deste movimento, assim como podemos prever o clima, olhando para a atmosfera e o oceano.

Dificuldades

As dificuldades de prever o tempo além de alguns dias são amplamente conhecidas, apesar de vivermos dentro da a atmosfera, observando-a diretamente. Logo, a previsão de movimentos no núcleo da Terra é ainda mais complicada, principalmente porque ele está abaixo de 3.000 quilômetros de rocha.

Apesar disso, não estamos completamente cegos: sabemos a composição principal do material dentro do núcleo e que ele é líquido. Uma rede global de observatórios e satélites em órbita também está medindo como o campo magnético está mudando.

Isso, combinado com simulações numéricas e experiências de laboratório para estudar a dinâmica de fluidos do interior do planeta, está desenvolvendo nosso entendimento a uma taxa rápida. Quem sabe tenhamos uma melhor ideia do que esperar em breve.

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Reikiana, praticante e apaixonada por Yoga, a estudante de Design de Moda pela UCS, Manoela desenvolveu um grande interesse na conexão espiritual entre o passado, presente e o futuro da humanidade, seus caminhos e mudanças ao longo dos séculos. Suas pesquisas para o Verdade Mundial vem sendo amplamente visualizadas nas áreas da sociedade, história e religião.