Na cidade de São Paulo, por exemplo, no final de 2017, o avanço da doença causou a morte de todos os macacos do horto florestal da capital paulista, além do o fechamento de vários parques. De acordo com Sérgio Lucena Mendes, especialista em primatas e membro da Rede de Especialistas em Conservação da Natureza (RECN), o desenvolvimento da febre amarela se torna mais propício pela redução das áreas silvestres e o consequente avanço das cidades. Quando adicionamos outros fatores, como mudança climática, por exemplo, a equação se torna ainda mais complicada. “É preciso ver o surto com um olhar ecológico, além da preocupação com a saúde humana. Para controlar a febre amarela é preciso, necessariamente, preservar os habitats naturais e suas espécies nativas. Desflorestar e matar macacos não impede a circulação do vírus da doença e pode até piorar a situação”, alerta o especialista.

“A saúde humana está intimamente relacionada à saúde do meio-ambiente. O controle da febre amarela inclui, necessariamente, a preservação dos habitats naturais e suas espécies nativas. Com as temperaturas altas, a doença volta a ter as mesmas consequências que vimos no início do ano passado”, esclarece Sérgio Mendes.

O médico e doutor em microbiologia Maurício Nogueira, presidente da Sociedade Brasileira de Virologia, acredita que o Brasil está vivendo mais que um surto, uma epidemia de febre amarela. “Uma epidemia são surtos ocorrendo em mais de um lugar. Temos surto em São Paulo e surto em Minas Gerais”, explica.

Não há razão para pânico. Existe uma estratégia de vacinação que já foi delineada e está sendo feita, principalmente nas regiões de risco. Essa vacinação tem que ser feita de forma bem clara e transparente para que todo mundo tenha acesso à dose, nem que seja de forma fracionada.

Nos últimos meses, 11 novos casos foram confirmados: oito deles em São Paulo, um em Minas Gerais, um no Rio de Janeiro e um no Distrito Federal. Quatro pessoas morreram e outros 92 casos estão em investigação. Apenas na terça-feira (9), três mortes foram confirmadas no interior de São Paulo: duas em Atibaia e uma em Jarinu.

Sintomas

A febre amarela causa sintomas genéricos como dor de cabeça, febre baixa, fraqueza, vômitos, dores musculares e nas articulações. Entretanto, sua principal especificidade, é a icterícia, definida como a presença de uma cor amarelada na pele, nas membranas mucosas (como o interior do nariz e da boca) ou nos olhos. Em sua fase mais grave, a doença pode causar inflamação no fígado e nos rins, hemorragias e levar à morte.

Tratamento

O tratamento da doença é apenas de amenização dos sintomas, através do uso de antitérmicos e analgésicos. Em estágios graves, há a hospitalização para reposição de líquidos e perdas sanguíneas.

Prevenção

Para a prevenção da doença, a vacina é recomendada para crianças a partir de nove meses, e pode ser encontrada nas unidades públicas de saúde, com dose gratuita. O aumento da demanda, entretanto, provocou a falta em alguns postos.

A vacina não pode ser tomada por bebês menores de seis meses, mulheres que amamentam crianças até essa idade e por pessoas alérgicas a ovo. Além disso, testes já mostraram que os maiores de 60 anos têm maior risco de sofrer efeitos colaterais graves na primeira vacinação, e devem procurar um médico antes de receber a dose.

Para essas exceções e a população em geral, a doença também pode ser previnida por meio do uso de repelentes, do uso de roupas compridas e claras em regiões de mata, de mosquiteiros e telas. Para controle da proliferação do mosquito, é essencial evitar água parada.

FONTE

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Designer de Moda, reikiana, praticante e apaixonada por Yoga, Manoela desenvolveu um grande interesse na conexão espiritual entre o passado, presente e o futuro da humanidade, seus caminhos e mudanças ao longo dos séculos. Suas pesquisas para o Verdade Mundial vem sendo amplamente visualizadas nas áreas da sociedade e espiritualidade.