Acabou no Brasil a fuga interminável de Josef Mengele

Mengele foi um dos numerosos médicos que trabalharam no campo de extermínio nazista de Auschwitz e realizou experiências com seres humanos, especialmente com gêmeos. Como explica o historiador Pawel Sawicki, membro da equipe de imprensa e guia do antigo campo alemão, “os médicos tinham um papel essencial no processo de extermínio”. Eram médicos os que realizavam a seleção dos deportados judeus assim que chegavam ao campo e os que, em poucos segundos, decidiam quem vivia e quem morria (por volta de 80% era enviado diretamente à morte). Também eram os médicos das SS os que supervisionavam as câmaras de gás: o processo de extermínio sempre era realizado na presença de algum deles. Mas de todos os médicos do mal que passaram por Auschwitz o nome que ficou para a posteridade como sinônimo daquele horror é Mengele.

Mengele viveu no Brasil como o austríaco Wolfgang Gerhard, 54 anos, um homem viúvo, que trabalhava como técnico mecânico e residia no bairro do Brooklin Novo, em São Paulo. Ele passava férias em Bertioga, no litoral de São Paulo, com um casal de amigos, Wolfram e Liselotte Bossert, quando se afogou. Liselotte acabaria sendo processada em 1985 por falsidade ideológica no Brasil, após apresentar o documento falso de identidade de Mengele no dia do óbito. Wolfram, por sua vez, é apontado como um ex-oficial do Exército nazista que morava no Brasil desde a década de 1950, e acabou morrendo no dia seguinte após seu esforço para tirar Mengele da água. Os ossos do médico do Holocausto foram doados para a Universidade de São Paulo e hoje são utilizados em aulas de medicina forense. [FONTE]

 

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