“A Samsung atualizou a sua página de suporte nesse fim de semana com algumas informações que podem decepcionar muita gente. De acordo com a fabricante sul-coreana, três modelos de smartphones que são muito populares no Brasil deixarão de receber atualizações de software e de segurança.

Na lista liberada, a empresa afirma que os modelos lançados no ano de 2016 do Galaxy J1, Galaxy J3 e Galaxy A3 não receberão mais nenhum update por parte da empresa. Desta forma, os aparelhos estão oficialmente abandonados pela companhia.

Como sabemos, essa decisão por parte da fabricante já era esperada há algum tempo visto que os aparelhos já tem 2 anos de lançamento. Mesmo assim, alguns usuários não gostaram da iniciativa da empresa, uma vez que os patches de segurança também não serão mais liberados para os dispositivos.

A empresa também aproveitou a oportunidade para adicionar o Galaxy A8 e o A8 Plus na lista de aparelhos que começam a receber atualizações mensais de segurança. Por enquanto, o S9 e o S9 Plus ainda não apareceram na lista da empresa, mas é bem provável que ela a atualize novamente em breve.” Fonte 

E não é só a Samsung que abandona os usuários. A cada lançamento da Apple, milhares de pessoas correm pra fila adquirir o novo “super” iPhone. E os antigos são descartados. E onde vai parar todo esse lixo que geramos? Vamos precisar de um “novo planeta” daqui alguns anos.

Segundo a ONU, ao menos 40 milhões de toneladas de computadores, smartphones e outros aparelhos são descartados de maneira inapropriada no mundo todos os anos. É o equivalente a 800 laptops indo para o lixo a cada segundo. Jogar produtos fora ao fim de sua vida útil tem sido comum – é assim que a cadeia produtiva clássica funciona: exploração de recursos, produção e descarte. Mas quando nos deparamos com problemas como o excesso de lixo eletrônico e a escassez de recursos para atender às novas demandas, é preciso repensar.

Pensando antes de fabricar

Criada a partir de outros conceitos corporativos nos anos 1970, a economia circular propõe a preservação dos recursos naturais, a otimização dos sistemas produtivos e a criação de um círculo contínuo, em que o produto volte a fazer parte do processo como matéria-prima ao fim de sua vida útil. Ou seja, se um celular estragar ou ficar obsoleto, ele não será simplesmente abandonado – suas partes serão aproveitadas na própria indústria de eletrônicos, ou em outros setores da economia.

De acordo com os preceitos da economia circular, não basta apenas reciclar o que já está obsoleto. É preciso produzir aparelhos eletrônicos, já antecipando as maneiras como eles serão reintroduzidos na cadeia produtiva. Obviamente, sem deixar de lado a redução máxima dos impactos ambientais dessa produção.

Um aparelho pode ter até 60 elementos em sua composição, incluindo estanho, lítio, ferro, prata, cobre e ouro. Apesar dos múltiplos lançamentos de novos modelos de smartphones, a composição química, por assim dizer, não muda muito de um para o outro. Faz sentido que as fabricantes pensem em maneiras de reaproveitar esses componentes em novos produtos, ao invés de recorrer somente à utilização de novos materiais. Isso sem contar a utilidade desses metais em diversos outros setores da economia, e o perigo que alguns deles podem causar ao serem expostos diretamente no meio ambiente.

Em 2012 surgiu a primeira cooperativa de lixo eletrônico de São Paulo, a Coopermiti, que separa e exporta material que pode servir de base para a manufatura de novos produtos. O grupo de cooperados tem capacidade para lidar com 100 toneladas de lixo eletrônico por mês.

Espalhando uma boa ideia

Iniciativas que buscam na natureza soluções para o uso inteligente dos recursos naturais, como é o caso da economia circular, são um dos assuntos principais da plataforma digital bluevision, lançada durante o 8º Fórum Mundial de Água, encerrado no dia 23 de março em Brasília.

 

Essas empresas geram muito, muuuito lixo. Eles só pensam no lucro. Onde vamos parar com essa curta durabilidade dos equipamentos? Como será o futuro do planeta? E isso é uma lavagem cerebral coletiva, pois os aplicativos vão parando de funcionar, o celular vai travando e precisamos de outro celular, novamente. Acho que devemos buscar outras alternativas, e também pressionar estas empresas para serem mais sustentáveis!

FONTE

Designer de Moda, reikiana, praticante e apaixonada por Yoga, Manoela desenvolveu um grande interesse na conexão espiritual entre o passado, presente e o futuro da humanidade, seus caminhos e mudanças ao longo dos séculos. Suas pesquisas para o Verdade Mundial vem sendo amplamente visualizadas nas áreas da sociedade e espiritualidade.