Desigualdade real no Brasil é o dobro da oficial. Um levantamento da Tendências Consultoria Integrada com base em dados da Receita Federal mostra que as famílias de classe A ganharam 42 vezes a renda das famílias das classes D/E – valor muito maior do que o divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na quarta-feira, de 22 vezes mais. Os economistas Adriano Pitoli e Camila Saito, os pais do estudo, foram atrás de outros dados para chegar a um número mais acertado da distribuição de renda no Brasil. Para famílias com ganhos de até cinco salários mínimos por mês, foram utilizados os dados tradicionais da Pesquisa Nacional de Amostra de Domicílios (Pnad), enquanto que para a população que ganha acima desse valor, foram consideradas as declarações de Imposto de Renda. Isso porque a Pnad não mensura de forma precisa algumas fontes de renda, como ativos financeiros, aluguéis e ganhos eventuais, como dividendos, indenizações e FGTS.

Despesas básicas sobem acima da inflação, tirando R$ 14 bilhões do consumo. O aumento dos preços da gasolina e da energia elétrica maior do que a inflação tem diminuído o poder de compra da família brasileira. De janeiro de 2015 para cá, o percentual de renda disponível depois do pagamento de despesas essenciais caiu de 45,6% para 43,76%. É o menor patamar desde 2009. Um levantamento da Tendências Consultoria Integrada mostra que, para ajustar os aumentos à renda, o brasileiro acaba diminuindo o consumo de bens e serviços considerados supérfluos, como vestuário e bens duráveis. As vendas do varejo, por exemplo, caíram 0,2% em fevereiro – o pior resultado para o mês desde 2015.

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