Estamos uma era de aparências, de felicidade comprada e amores imaginários. Somos escravos inconscientes de uma tecnologia controlada por pessoas que já não sabem o limite entre razão e consciência humana sobre o ponto em que suas criações podem levar uma sociedade inteira ao limite da burrice, em meias palavras.

Existem programas para que você ganhe curtidas e seguidores na web, você literalmente compra amigos, pessoas que não te conhecem, não irão te conhecer e estão pouco se lixando se você está bem, mas você pagou, você as tem. Este é um pequeno exemplo do que virou a nossa internet e o que ela fez com nossas vidas. Desculpe, não quero generalizar, apenas mostrar que boa parte da massa está neste estado. Muitos utilizam dessas ferramentas para trabalho e divulgação, outros apenas entram buscando a felicidade, e um mínima parcela não quer mais saber, e estes muitas vezes tachados de loucos. Sim, aqueles que estão vendo a vida real são os loucos?

Hoje em dia muitas vezes antes de conhecer a pessoa, você verifica os likes, os posts, o engajamento, popularidade, aí então é feita a pesagem na balança moral. Pode ter algo mais errado que isso? Posso confirmar devido a trabalhar no ramo da autoestima, pois fotografar leva as pessoas a buscar uma melhor imagem de si mesmas, ou poder se ver de uma forma como antes não mais eram vistas. E profissionais da área muitas vezes são contratados pelos likes é triste, pois não se sabe o nível profissional ou artístico da pessoa, ela pode ter comprado aqueles likes, prêmios e homenagens. Hoje pagando bons sites você é elitizado facilmente.

Notou? Estamos sendo escravizados para sermos populares, estamos morrendo tentando algo perigoso para chamar a atenção, ganhar likes e sermos esquecidos no outro dia, para tentarmos algo novo, com aquele vazio existencial crescendo a cada dia.

Foram momentos assim que incentivaram esta matéria para alertar o risco de um like. Realmente vale a pena? 

Queda de ponte

Em novembro, a estudante polonesa Sylwia Rajchel, de 23 anos, morreu ao cair de uma ponte na tentativa de fazer uma selfie, durante férias em Sevilha, na Espanha. Ela despencou de uma altura de 4,5 metros de altura sobre os pilares de concreto, que sustentam a Ponte de Triana. Ela chegou a ser socorrida, mas não resistiu a uma parada cardíaca seguida do acidente.

A ponte de Triana foi construída em meados do século 19 e tornou-se um local popular para turistas que procuram tirar fotos panorâmicas ao longo do rio Guadalquivir. É um dos monumentos mais fotografados na região e, por isso, havia atraído a jovem.

Queda de penhasco

Durante uma excursão escolar em Taranto, sul da Itália, Isabella Fracchiolla, de 16 anos, caiu de uma altura de 20 metros em um penhasco tentando fazer uma selfie. Em busca do melhor ângulo, ela se desequilibrou e caiu no mar. A estudante chegou a ser socorrida por militares, levada para um hospital da região e submetida à cirurgia, mas não resistiu aos ferimentos.

Ela ficou cinco dias em coma e, depois, sua morte cerebral foi constatada. Os pais dela, então, autorizaram a doação dos órgãos da menina, que adorava tirar selfies e recheava seu perfil no Facebook com cliques ao lado de amigos e do namorado.

Em abril deste ano, na Carolina do Norte (EUA), Courtney Ann Sanford, de 32 anos, morreu após colidir seu carro contra um caminhão. Segundo as autoridades, ela se distraiu ao fazer uma selfie, perdeu o controle de seu veículo, cruzou a pista contrária e bateu. O óbito da jovem foi atestado ainda no local.

“Em questão de minutos, uma vida terminou porque ela queria contar a alguns amigos que estava feliz”, lamentou Chris Weisner, do departamento de polícia de High Point ao canal local WGHP, após comprovar que Coutney fazia as fotos para atualizar seu perfil no Facebook.

Acidente a caminho de festa

Em junho, no Missouri (EUA), as amigas Collette Moreno e Ashley Theobald estavam num carro a caminho da despedida de solteira da primeira, quando decidiram fazer uma selfie. Logo após a publicação da imagem no Twitter, Ashley, que estava ao volante, perdeu o controle do veículo durante uma ultrapassagem e bateu. Ela nada sofreu, mas Collette morreu.

As duas amigas haviam tirado uma selfie dentro do carro apenas oito minutos antes do acidente e sofreram o acidente quando se distraíram para postar a imagem nas redes sociais.

Um casal polonês, juntos há 40 anos, caiu de uma altura de 80 metros, após atravessar uma barreira de segurança no Cabo da Roca, em Portugal e ficar à beira de um penhasco para fazer uma selfie. Eles acabaram caindo. O acidente foi presenciado por seus filhos, de 5 e 6 anos. Para resgatar os corpos, bombeiros precisaram usar um helicóptero por causa da instabilidade geológica na região.

Não seja mais uma estatística esquecida, viva. Sem likes!

Criador do Site Verdade Mundial, fotógrafo por amor e profissão. Um inquieto da sociedade! Acredito que podemos mudar o pensamento das massas com a informação. Temos as ferramentas e a vontade de ver um Mundo melhor e livre. Estamos nessa luta há dez anos e em frente!