Não costumamos falar sobre política em nosso site, e esse post não é sobre política, mas sim, sobre os Protestos que são sim, necessários. Se a História nos ensinou alguma coisa, é que, para mudar algo, o povo precisa se unir, e precisa ser forte. Precisa ir as ruas SIM, precisa protestar. Caso contrário, parece que estamos de cabeça baixa concordando não é mesmo? O Brasileiro mudou muito, o povo guerreiro que ia a luta, pouco vai, fica na janela batendo panela, e isso não muda nada. Estamos sempre no conforto, temos medo de sair dessa linha. No entanto, surgiu essa nova chance com o preço absurdo do Diesel e da gasolina. Porém, faz anos que viemos sofrendo com esses aumentos e só agora fomos às ruas. A água bateu na bunda. E ainda o governo brinca com a gente de cabo de guerra, querendo baixar um valor mínimo que nem coceira faz no bolso da gente. É um absurdo, um abuso de poder.

Vamos voltar na História do mundo. Abaixo vamos listar alguns bons exemplos que nos inspiram, para que não desistamos, até que a justiça seja feita:

Marcha dos Cem Mil (1968)

Cerca de 100 mil pessoas foram às ruas do Rio de Janeiro pedir o fim da ditadura militar, que já estava há quatro anos no poder, em junho de 1968. A morte do estudante Edson Luis de Lima Souto, assassinado pela PM em um restaurante, provocou vários levantes estudantis no país. A passeata terminou de maneira pacífica. Mas o final daquele ano, a repressão aumentou com um golpe ainda mais duro: o Ato Institucional 5 (AI-5), que deu poder de exceção aos governantes para punir arbitrariamente os que fossem inimigos do regime ou considerados como tal.

Greve de 1979

Liderados pelo então presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, Luiz Inácio Lula da Silva, os trabalhadores reivindicavam melhores salários e condições de trabalho em plena vigência da ditadura militar. Cerca de 160 mil pessoas participaram da greve do ABC. Os professores de São Paulo e do Rio de Janeiro também aderiram à greve. Estima-se que 3,2 milhões de trabalhadores entraram em greve em todo o país.

A Reforma Protestante

A Reforma Protestante começou como a única movimentação calma e ordenada dessa lista, com Martinho Lutero pregando um tratado feito por ele sobre os abusos do catolicismo na porta de uma igreja alemã, em 1517. No entanto, a continuação do movimento envolveu muito sangue e lágrimas. Afinal, não seria tão fácil querer mudar a atitude religiosa da época…

Tomada da Bastilha

Esse ato de 14 de julho de 1789 marcou o início da Revolução Francesa e foi muito importante para impulsionar a década em que os franceses se rebelaram contra a monarquia. Naquele dia, uma multidão de parisienses desceu sobre a Bastilha – o símbolo da autoridade real e excessos – decapitando o governador da região, o marquês de Launay.

 Marcha do Sal de Gandhi

Em protesto contra a proibição da extração de sal na Índia colonial imposta pelos britânicos, Gandhi trilhou quase 400 quilômetros para coletar seu próprio sal. Mais de 60 mil pessoas, incluindo o próprio Gandhi, foram presos por participar dessa marcha. Mas, para a tristeza dos britânicos e de seus interesses, o resto do mundo simpatizou com a causa da Índia.

Festa do Chá de Boston

Apesar do nome curioso, a Festa do Chá de 1773 não foi um evento muito divertido como o nome pode supor. Na realidade, foi uma reação amarga aos novos impostos taxados pelos britânicos. Ao longo de três horas em 16 de dezembro, mais de 100 colonos entraram secretamente em três navios britânicos e despejaram 45 toneladas de chá na água. O protesto foi um precursor essencial para a Revolução Americana.

 Dia nacional de protesto na África do Sul

Nelson Mandela organizou essa grande parada anti-apartheid em 1950, em retaliação a um novo projeto de lei que permitia que o governo investigasse qualquer partido político ou organização. Em 26 de junho, milhares de sul-africanos ficaram em casa e não foram trabalhar, uma tática que foi usada várias vezes na década seguinte. 26 de junho foi comemorado como o Dia Nacional da Liberdade na África do Sul até 1994.

 Marcha sobre Washington

A histórica frase de Martin Luther King “Eu tenho um sonho!” (no original, “I Have a Dream!”) foi proferida em agosto de 1963 para promover a igualdade racial nos Estados Unidos durante essa marcha. Mais de 200 mil manifestantes se reuniram pacificamente no Lincoln Memorial, localizado em Washington. Esse evento pressionou o presidente Kennedy fazendo com que ele elaborasse as leis de direitos civis.

Protesto na Praça da Paz Celestial

Pelo menos um milhão de pessoas – principalmente estudantes lutando por uma reforma democrática – ocuparam pacificamente a Praça da Paz Celestial por sete semanas, até que militares chineses inesperadamente chegaram com tanques para mandar as pessoas para fora. Estima-se que várias centenas de manifestantes tenham sido mortos na cidade, atraindo duras críticas da comunidade internacional.

Muro de Berlim

A divisão de concreto que separou o lado oriental do ocidental de Berlim por 28 anos foi abaixo depois de dois meses de protestos públicos que ocorreram por toda a Alemanha. A pressão para derrubar o muro começou a crescer como nunca em 1989 e essas manifestações foram a gota d’água para o governo da Alemanha Oriental, que finalmente abriu suas portas no dia 9 de novembro.

Protestos contra a guerra do Iraque

Milhões de pessoas de todo o mundo se reuniram em protestos antiguerra nos meses que antecederam a invasão dos Estados Unidos no Iraque, que seguiu em frente em 2003, apesar das críticas. A maior manifestação aconteceu em Londres, quando pelo menos um milhão de pessoas se reuniram no que se acredita ser a maior manifestação que já aconteceu na história política do Reino Unido.

Revolução Laranja

No final de 2004, centenas de milhares de pessoas inundaram a praça principal de Kiev, capital da Ucrânia, para protestar contra o resultado das eleições presidenciais. O movimento continuou por 12 dias mesmo depois de granizo e neve, até que o resultado da eleição foi invertido e colocaram o candidato da oposição – cujo partido é representado pela cor laranja – no cargo.

fonte

Designer de Moda, reikiana, praticante e apaixonada por Yoga, Manoela desenvolveu um grande interesse na conexão espiritual entre o passado, presente e o futuro da humanidade, seus caminhos e mudanças ao longo dos séculos. Suas pesquisas para o Verdade Mundial vem sendo amplamente visualizadas nas áreas da sociedade e espiritualidade.