Segundo dados do Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA citados pela agência Reuters, as taxas de suicídio aumentaram em quase todos os estados do país de 1999 a 2016. 

Quase 45 mil pessoas cometeram suicídio em 2016, tornando o problema uma das três principais causas de morte nos EUA, juntamente com a doença de Alzheimer e overdoses de drogas.

Kate Spade

A polícia de Nova York confirmou que a estilista americana Kate Spade, encontrada morta no próprio apartamento nesta terça-feira (5), cometeu suicídio por enforcamento. Os resultados da autópsia foram divulgados nesta quinta (7).

As autoridades já trabalhavam com a hipótese de suicídio. A estilista foi encontrada morta por uma faxineira no apartamento na Park Avenue, em Nova york. Segundo a polícia, ela deixou um bilhete. Pessoas próximas disseram que Kate sofria de transtornos mentais.

Depressão

O marido, Andy Spade, com quem ela fundou a grife Kate Spade New York em 1993, disse à revista “People” que a estilista “sofreu de depressão e ansiedade por muitos anos” e estava “brigando com os seus demônios pessoais”.

Anthony Bourdain

Anthony Bourdain, chef, escritor e apresentador da televisão americana, morreu aos 61 anos nesta sexta-feira (8), na França. Segundo a CNN, emissora para a qual ele trabalhava, a causa da morte foi suicídio.

Bourdain estava na França trabalhando em um novo episódio de seu programa, “Parts unknown”, em que viajava pelo mundo explorando diferentes culturas culinárias. A série ganhou 5 prêmios Emmy.

Ele foi encontrado morto por um amigo, o chef francês Eric Ripert, em seu quarto de hotel na manhã desta sexta, em Estrasburgo, no leste do país, de acordo com o canal de TV.

“É com imensa tristeza que podemos confirmar a morte de nosso amigo e colega, Anthony Bourdain”, disse a CNN em um comunicado. [G1]

Exposição excessiva na mídia

Especialistas dizem que a cobertura “irresponsável” de suicídios pela mídia pode ter grande influência no aumento de casos entre a população em geral.

O número de suicídios dos Estados Unidos aumentou logo após o ator Robin Williams se matar em 2014, aponta uma pesquisa divulgada na revista científica PLOS One.

Nos cinco meses subsequentes à morte do ator, houve 10% mais casos que o esperado para o período. O estudo complementa outras pesquisas que abordam o impacto da morte de celebridades no número de suicídios entre a população em geral.

Eles perceberam que 18.690 pessoas tiraram a própria vida entre agosto e dezembro de 2014, quando 16.849 casos eram esperados com base na série histórica. Ou seja, houve 1.841 suicídios a mais que o previsto.

O risco potencial de pessoas copiarem personalidades que se suicidam já é conhecido de autoridades de saúde pública. [BBC]

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