O medo é talvez a maior barreira entre uma pessoa e a grandeza que ela busca. Todos os dias, somos bombardeados com mensagens negativas que só aumentam nossa insegurança; muitos credos mostram falsidades que nos induzem a não nos acharmos dignos de ter riqueza e poder; distrações e decepções nos pressionam a ser sempre um peão submisso ao invés de um verdadeiro senhor de si mesmo.

Essas cadeias não são visíveis, mas são mais fortes que o mais resistente dos metais. Na verdade, o que nos impede de fazer o que queremos e estar onde queremos? Cada dia acordamos no mesmo quarto e seguimos o mesmo caminho, para viver o mesmo dia que vivemos ontem. É isso que significa evoluir? É isso que significa ser livre? Na verdade, nós somos realmente livres?

Os principais elementos que precisamos para sobreviver não são de nossa propriedade. Comida, água, terra e assim por diante. Não existe comida nas árvores, água fresca nos rios e não temos liberdade para pegar o que quisermos da natureza. Nós simplesmente seguimos as regras impostas. Por centenas de anos, nós assimilamos o que nos dizem e somos testados e classificados como produtos em um grande laboratório, não para fazer a diferença, mas para não sermos diferentes. Somos inteligentes para fazer o nosso trabalho, mas não para questionar porque o fazemos. Então nós trabalhamos e o trabalho nos deixa sem tempo para viver a vida para a qual trabalhamos, até que ficamos velhos e outros ocupam nosso lugar nesse jogo. Se somarmos todas essas vidas, veremos que somos nada mais do que combustível para alimentar algo ou alguém. Esse algo ou alguém se esconde atrás dos logos de grandes empresas e seu recurso mais precioso somos nós. Nós construímos suas cidades, seus impérios, suas máquinas. Nós lutamos suas guerras e o dinheiro e poder nada mais é do que a ferramenta que se utilizam para nos controlar. Eles nos dão dinheiro e em troca, nós damos a eles o mundo. Onde haviam árvores e ar limpo, agora existem fábricas que nos envenenam; onde havia água pura, há lixo tóxico que fede; onde os animais corriam livres, existem fazendas que agora chamam de “proteína animal”, onde são abatidos para nossa satisfação; apesar disso, bilhões de seres humanos passam fome no mundo.

A mídia inocula informação em nosso subconsciente, que nos faz crer que somos senhores de nossas ações, mas na verdade, somos servos desse sistema. Para romper esse sistema, precisamos quebrar a barreira do medo, entendermos essa Matrix Humana e termos a coragem de procurar sair dela.

 

Célio Pezza é escritor e colunista de diversos jornais e revistas no Brasil. Seus romances misturam ficção com realidade e trazem fortes mensagens por trás de cada história. Seu livro As Sete Portas foi traduzido para o inglês e editado no Canadá, EUA e Inglaterra. Sua mais recente obra, A Tumba do Apóstolo, foi lançada em 2014.