São valores históricos de temperaturas que os países, na sua maioria do hemisfério norte, têm atingido este verão. E os investigadores avisam: pode ser um cenário que se vai repetir nos próximos anos.

Um verão de extremos e de recordes. É assim que muitos descrevem os meses de junho e julho nos quatro cantos do mundo, com vários países, principalmente do hemisfério norte, a alcançarem temperaturas máximas nunca sentidas e países tipicamente quentes a terem um verão mais fresco.

Só nos últimos 30 dias, calculou a Administração Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos, foram registados 3.173 novos máximos diários de temperaturas a nível mundial e 159 novos meses mais quentes de sempre. Da Europa do norte ao Japão, passando pela Califórnia e pelo Canadá e parando em Portugal e Espanha, que este verão têm registado temperaturas mais baixas, o tempo tem trocado as voltas a todos e os cenários não têm sido os esperados: vagas de calor no norte (e os incêndios como consequência), recordes de temperaturas máximas na Rússia e Inglaterra por exemplo, e poucos dias com o calor intenso a que alguns países estão habituados por esta altura, como em Portugal e Espanha.

Mais. A tendência é para que as coisas se mantenham. Os investigadores avisam que este poderá ser um cenário que se vai repetir nos próximos anos.

O segundo junho mais quente na Europa
Desde 2003 que a Europa do norte não tinha um mês de junho tão quente. Foi o segundo mais quente desde que há registos de temperaturas (1910). Nos países nórdicos, as temperaturas máximas têm atingido recordes. A Suécia, por exemplo, viveu o junho mais quente dos últimos 260 anos, com as temperaturas a chegarem aos 34° graus Celsius (C). Os incêndios florestais não tardaram a chegar e o governo foi obrigado a pedir ajuda internacional para resolver os mais de 50 fogos ativos.

Na Noruega, a temperatura máxima chegou aos 32,6ºC e na Finlândia estiveram 32ºC no norte e 33,2ºC no sul, sendo a temperatura mais alta desde 1914.

Já no Reino Unido, que costuma ter um verão fresco, as altas temperaturas e a ausência de chuva têm provocado a mudança da paisagem de uma das regiões mais húmidas da Europa, levando à seca de vários terrenos. Os metereologistas, diz a CBC, preveem que esta sexta-feira seja atingido um máximo de sempre em termos de calor: 38,5ºC. Este vídeo, mostra como mudou a paisagem do Reino Unido nos últimos anos.

Grandes incêndios afetaram a Grécia, e a Califórnia nos EUA

Você deve ter ficado sabendo dos terríveis incêndios que estão ardendo nos arredores de Atenas, na Grécia, não é mesmo? As causas ainda estão sendo investigadas, uma vez que não se tem certeza ainda eles foram iniciados de forma criminosa ou se são decorrentes das fortes ondas de calor que vêm afetando o Hemisfério Norte.

Contudo, os fortes ventos, altas temperaturas e o clima mais seco vêm contribuindo para espalhar as chamas e dificultar o trabalho dos mais de 300 bombeiros — que estão lutando há dias para controlar os focos. Centenas de pessoas estão deixando a região como podem, inclusive em pequenos barcos infláveis, mas o número de feridos não para de subir, assim como o de mortos, que já passa de 80, infelizmente.

Na Califórnia, ao menos 3.200 moradores de comunidades nas montanhas foram obrigados a deixar suas casas conforme as chamas avançam em direção ao sul.

Designer de Moda, reikiana, praticante e apaixonada por Yoga, Manoela desenvolveu um grande interesse na conexão espiritual entre o passado, presente e o futuro da humanidade, seus caminhos e mudanças ao longo dos séculos. Suas pesquisas para o Verdade Mundial vem sendo amplamente visualizadas nas áreas da sociedade e espiritualidade.