O NT7, descoberto em 2002. Na época, houve muito alarme sobre a possibilidade de colisão em 2019, porque esse foi o primeiro asteroide descoberto pela NASA que trazia riscos concretos de um impacto com a Terra. A notícia foi bastante divulgada, assustou muita gente e, como era de se esperar, gerou uma grande onda de rumores sobre o apocalipse. Mas alguns dias depois do anúncio, a própria NASA descartou qualquer possibilidade de choque.

“Nós já podemos desconsiderar qualquer possibilidade de impacto para o dia 1° de fevereiro de 2019”, disse Don Yeomans, da NASA. “Ainda não podemos descartar completamente a chance de impacto com a Terra para 2060, mas ao que tudo indica, ela também deve ser descartada com o passar do tempo.”

Conspiração? A NASA estaria escondendo um grande impacto com a Terra?

Como já era de se esperar, o asteroide 2002 NT7 foi (e ainda é) motivo de discussões e teorias mirabolantes. De acordo com sites especialistas em “teorias da conspiração”, o Governo Norte-Americano teria emitido um comunicado para que a NASA retirasse imediatamente qualquer possibilidade de impacto do asteroide 2002 NT7 com a Terra, mesmo que essa possibilidade ainda existisse. Por outro lado, diversos cientistas não gostaram da maneira que o assunto foi retratado pela mídia internacional, e acusaram os jornais de sensacionalismo.

Na opinião de Benny Peiser, da Universidade John Moore de Liverpool, na Inglaterra, seria prudente deixar claro para a sociedade que a trajetória do asteroide 2002 NT7 pode ser alterada por conta de atrações gravitacionais de outros objetos, e que futuras observações poderiam resultar em novas datas de colisão. Apesar disso, as chances são muito, muito pequenas, ou quase desconsideráveis, ao menos para esse asteroide.

Mas os asteroides representam, sim, um risco enorme para a Terra e para a humanidade. Por existirem aos montes no Sistema Solar, nós ainda não conseguimos mapear as órbitas da maior parte deles. Os gigantes são mais fáceis de serem localizados: nós conhecemos mais de 96% dos cerca de mil que têm um quilômetro de diâmetro ou mais. O mesmo não pode ser dito dos asteroides com diâmetro a partir de 140 metros, que já fariam um grande estrago. Estimativas sugerem que eles sejam 25 vezes mais numerosos, e uma das metas atuais é fazer com que o número destes objetos conhecidos chegue a 90% ou mais.

Nada impede que algum deles se choque contra o nosso planeta, eventos que já aconteceram diversas vezes no passado, como o episódio que levou à extinção dos dinossauros. Para evitar uma catástrofe do gênero e nos dar tempo de agir caso alguma ameaça seja confirmada, diversos programas estão sendo desenvolvidos. Um deles é o Near Earth Object Program, da NASA, que inclusive estimula astrônomos amadores a descobrirem novos asteroides. Quanto mais gente colaborar com a busca, melhor.

Mas e se eventualmente acontecer de nós não conseguirmos evitar uma colisão? No caso do NT7, que tem 2 quilômetros de diâmetro, o estrago seria enorme, mas provavelmente sobreviveríamos. Recentemente, nós divulgamos o que aconteceria se um asteroide de 500 quilômetros colidisse com a Terra.

Fontes: Revista Galileu | Galeria do Meteorito 

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