Escultura reflete a luz do Sol para se tornar o ponto mais brilhante no céu noturno

A start-up Rocket Lab lançou seu primeiro foguete no início desta semana, dando início às operações comerciais. Mas o feito que poderia agradar o setor de exploração espacial provocou a ira de astrônomos. Em vez de satélites, o Electron — veículo de lançamento de baixo custo — carregava uma obra de arte. Batizada como “Estrela da Humanidade”, a escultura circular tem um metro de diâmetro e 65 painéis refletores.

De acordo com a empresa, a falsa estrela irá refletir os raios solares e poderá ser vista de qualquer lugar do planeta. A expectativa é que a “Estrela da Humanidade” seja o ponto mais brilhante no céu noturno durante os próximos nove meses, quando ela será destruída na reentrada na atmosfera.

A ideia, disse a Rocket Lab em comunicado, é que a “Estrela da Humanidade lembre a todos na Terra sobre a nossa fragilidade no Universo. Para o diretor executivo e fundador da empresa, Peter Back, a escultura irá “criar uma experiência compartilhada com todos no planeta”.

Mas para a comunidade científica, trata-se de “pichação espacial”. A poluição luminosa já é um problema para os pesquisadores que estudam corpos celestes, e a introdução de uma esfera brilhante pode prejudicar ainda mais as observações.

“Uau! Uma pichação espacial intensamente brilhante de longo prazo. Muito obrigado Rocket Lab”, ironizou Mike Brown, astrônomo do Instituto de Tecnologia da Califórnia.

Em artigo publicado na “Scientific American”, o diretor de astrobiologia da Universidade Columbia, Caleb Scharf, criticou a “invasão” de seu universo de observação com outro item que atrai a atenção dos olhos

“A maioria de nós não concordaria que eu prendesse uma luz estroboscópica num urso polar ou escrevesse o slogan da minha empresa no Everest”, comparou Scharf. “Uma esfera brilhante no céu é igualmente abusiva. É definitivamente um lembrete do nossa fragilidade no espaço, porque está infestando o que precisamos urgentemente observar”.

porque está infestando o que precisamos urgentemente observar”.

Qual a tamanha urgência no espaço atualmente? NT7? Nibiru?

Já o astrônomo Richard Easther, da Universidade de Auckland, foi mais diplomático, dizendo que não intencionalmente a Rocket Lab pode atrapalhar um pouco o trabalho dos cientistas.

— Esta única peça não será um grande problema, mas a ideia de que isso possa se tornar comum, especialmente em escalas maiores, geraria manifestações dos astrônomos — disse Easther, ao “Guardian”. — Eu posso entender a exuberância desse tipo de coisa, mas também tenho a impressão que eles não perceberam que poderia prejudicar outras pessoas.
FONTE

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