Notícias sobre a Antártica continuam ficando cada vez mais estranhas. Primeiro, havia o iceberg (e talvez dois) em forma de retângulo ou paralelogramo perfeito. Então houve um cientista que esfaqueou outro cientista numa estação russa remota, porque o esfaqueado contou o final do livro para o esfaqueador, antes deste terminar sua leitura. Agora vem a notícia de que os dados da Agência Espacial Européia – ESA, de um satélite que morreu há cinco anos, mostra múltiplos continentes perdidos embaixo do congelado. Homens mortos podem não contar histórias, mas parece que satélites mortos podem.

No leste da Antártica, vemos um empolgante mosaico de características geológicas que revelam semelhanças e diferenças fundamentais entre a crosta abaixo da Antártica e outros continentes aos quais se juntou até 160 milhões de anos atrás.

Comentando em um comunicado (com mapa) um novo estudo em Scientific Reportsintitulado “Earth tectonics as seen by GOCE – Enhanced satellite gravity gradient imaging”, co-autor Fausto Ferraccioli revela o que ele e uma equipe de pesquisadores da Universidade de Kiel e da British Antarctic Survey descobriram após cinco anos de estudo de dados da missão GOCE (Gravity field e Ocean Circulation Explorer) da Agência Espacial Européia – um satélite de mapeamento gravitacional em operação de 17 de março de 2009 até 21 de outubro de 2013, quando a própria coisa que ele estava mapeando o levou à sua queda atmosférica. Apelidado de ‘a Ferrari do espaço‘ – possivelmente devido ao seu elegante design de prata, ou ao seu armazenamento de propelente de xenônio que o permitia resistir ao arrasto enquanto ele descia a uma altitude de 225 km para medições altamente precisas de gravidade – o GOCE mediu a gravidade da Terra com mais precisão do que qualquer satélite antes dele.

Estas imagens gravitacionais estão revolucionando nossa capacidade de estudar o continente menos compreendido na Terra, a Antártica.

Especificamente, essas imagens de alta resolução que mostraram gradientes de gravidade – medições de quão rapidamente a aceleração da gravidade muda – permitiram que eles pesquisassem a litosfera – a crosta sólida e o manto derretido escondidos sob o gelo espesso da Antártica – para remanescentes de antigos leitos e crátons oceânicos, que são orógenos altamente dobrados (cinturão da crosta terrestre envolvido na formação de montanhas), regiões deixadas de continentes perdidos anteriores aos quais a Antártica já esteve conectada.

A equipe lançou um pequeno vídeo mostrando como esses continentes perdidos podem ter parecido enquanto se moviam pela Antártica – esbarrando nela, quebrando e flutuando para longe.

Seria isto muito importante?

No geral, enfatizamos que dados de satélites, como da missão GOCE, fornecer novos conjuntos de dados com uma cobertura homogênea global que pode avançar significativamente a nossa compreensão da estrutura da Terra e do ambiente tectônico.

A resposta é um ‘sim’. Entender a história inicial das placas tectônicas da Terra ajuda a prever futuros terremotos … e é simplesmente interessante. Talvez algum dia, outro satélite ‘Fórmula 1‘ nos diga de uma vez por todas se a Antártica já foi ocupada por humanos … ou alienígenas.

E estudar a Antártica a partir do espaço parece ser mais seguro do que uma pesquisa em sua superfície, com colegas que acabam contanto o final de livros, antes que você termine a leitura.

(Fonte) via Ovni Hoje

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