Nem a fama e o dinheiro podem afastar as pessoas dos males do século, como ansiedade e depressão. A modelo, que sempre se mostrou muito humilde, contou em uma entrevista para a revista People, sobre ataques de pânico e pensamentos suicidas que sofreu durante a vida, e que estão relatados em seu livro.

Sobre essa decisão, ela diz: “Senti que talvez fosse hora de compartilhar algumas das minhas vulnerabilidades, e me fez perceber que eu nunca mudaria tudo que tinha vivido, porque acho que sou quem sou por conta dessas experiências”.

Gisele entrou para o mundo da moda e passarelas muito cedo, e todos os sentimentos que acompanham esse modo de vida fez com que ela começasse a desenvolver ansiedade. No entanto, não foi aquele sentimento bom, que experimentamos quando fazemos algo que gostamos ou quando estamos com as pessoas especiais em nossas vidas. Foi a ansiedade perigosa, que diminui nossa autoconfiança, motivação e até mesmo provoca ataques de pânico.

De acordo com ela, seu primeiro ataque de pânico aconteceu em um voo turbulento, e depois desse episódio, ambientes fechados, como como túneis e elevadores, começaram a ser tornar desafios.

Gisele também compartilhou durante a entrevista que, na busca por um tratamento para sua ansiedade, se deparou com uma autocobrança muito grande, que dificultou sua melhora:

“[…] Sempre me considerei uma pessoa positiva, então eu ficava me criticando muito. ‘Por que estava sentindo isso?’. Sentia que não tinha autorização de me sentir mal. Mas eu me senti sem forças. Seu mundo se torna menor e menor, e você não consegue respirar, é o pior sentimento que já tive”.

Toda essa mistura de pensamentos e sentimentos foi aos poucos sufocando a modelo e tirando as esperanças de que um dia pudesse realmente melhorar. Nessa situação, ela começou a desenvolver pensamentos suicidas.
“Eu tive o sentimento de: se eu pular do meu telhado, vai acabar e eu nunca mais terei que me preocupar com esse sentimento do meu mundo se fechando”, relatou.

Como as coisas estavam mais sérias do que nunca, Gisele decidiu procurar ajuda médica e foi tratada com um remédio específico para distúrbio de ansiedade, o que também não foi fácil de aceitar, conforme ela explica.

“A sensação de ficar dependente de algo para mim era ainda pior, porque era como se fosse ‘E se eu perder essa pílula? E aí? Vou morrer?’ A única coisa que eu sabia era que precisava de ajuda”, contou.

Sob orientação médica, Gisele fez uma grande mudança em sua vida.

“Fumava muito, bebia uma garrafa de vinho e café todos os dias”, confessou ela, que abandonou esses hábitos, cortou o açúcar do cardápio e começou a cuidar de seu corpo com a Yoga.

A top lembrou o início da doença, quando ela ainda estava na casa dos 20 anos, e o quanto a síndrome transformou sua vida, uma vez que na busca pelo tratamento, médicos sugeriram o uso de medicamentos, coisa que ela não era a favor. Foi então que Gisele resolveu mudar seus hábitos de vida como melhorar a alimentação e praticar alguns exercícios.

“A yoga e a meditação me salvaram”, revelou ela. Muito emocionada, Gisele chorou algumas vezes ao relembrar o quão grave foi a doença. “Desculpa… até hoje eu choro quando falo sobre isso. Era tão grave que eu morava no nono andar e não conseguia subir pelo elevador, porque eu achava que ia sufocar. Então subia sempre os nove andares de escada”, completou (Em entrevista ao programa ‘Good Morning América’)

Com a sua biografia, Gisele Bündchen deseja mostrar às pessoas que enfrentam os mesmos desafios, que elas não estão sozinhas.

“Minha intenção é compartilhar como superei certos desafios com a esperança de que possa ajudar de alguma forma outras pessoas que estiverem passando por experiências semelhantes”, avisa Gisele, casada com Tom Brady, e mãe de Vivian Lake e Benjamin.

O exemplo de Gisele e de muitos artistas mostram que todos estamos suscetíveis a condições como ansiedade e depressão, e que devemos nos cuidar e preservar nossa saúde, começando de dentro, com nossas mentes e corações. A solução sempre existe, portanto, se você estiver passando por um momento muito difícil, saiba que não é o fim, e que não deve desistir de si mesmo. Existem muitas formas de ajuda disponíveis. Peça por ajuda e enfrente as dificuldades sabendo que é mais forte.

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