Presidente dos EUA anunciou que vai incrementar arsenal militar e sistemas antimísseis. Segundo ele, os adversários estão ‘desenvolvendo rapidamente’ o poderio balístico.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, prometeu investir em um sistema de defesa espacial contra o que chamou de “ameaça de adversários externos”. Em pronunciamento no Pentágono, em Washington, nesta quinta-feira (17), o republicano afirmou que o escudo vai “detectar e destruir” mísseis disparados contra o território norte-americano.

“Nós vamos reconhecer que o espaço é um novo campo de batalha com a Força Espacial guiando o caminho”, afirmou Trump.

O sistema lembra a Iniciativa de Defesa Estratégica desenvolvido pelo ex-presidente Ronald Reagan nos anos 1980 – uma das referências de Trump. Esse escudo planejado durante a Guerra Fria ganhou o apelido de “Guerra nas Estrelas”.

Meses atrás, Trump anunciou a criação de uma força militar exclusiva para o espaço, que funcionaria paralelamente ao Exército, à Marinha e à Força Aérea. Parte da equipe de Defesa do governo, porém, é contra.

Seis medidas para a defesa

O míssil balístico intercontinental Minuteman III é lançado durante um teste operacional às 2:10 da manhã na Base da Força Aérea de Vandenberg, na Califórnia, EUA — Foto: Senior Airman Ian Dudley/US Air Force/via Reuters

O incremento na defesa espacial está entre as seis medidas anunciadas por Trump no discurso desta quinta-feira. São elas:

  1. Priorizar a defesa de todo o território norte-americano “acima de tudo”

  2. Investir em novas tecnologias, não só nas já existentes;

  3. Proteger a população dos EUA contra “ataques de mísseis”;

  4. Reconhecer que o espaço é um campo de batalha;

  5. Remover obstáculos burocráticos para a aquisição das novas tecnologias;

  6. Equilibrar a repartição de encargos militares com aliados.

Ameaças externas

A justificativa de Trump para o investimento nos sistemas de mísseis e de baterias antiaéreas – não só na Força Espacial – está na “ampliação da capacidade dos arsenais” dos países inimigos dos Estados Unidos.

O norte-americano citou o Irã, país inimigo dos Estados Unidos desde o fim da década de 1970. Segundo ele, o poderio militar norte-americano deve voltar a se reerguer em um ritmo mais veloz do que o de adversários. “Não devemos apenas acompanhar o ritmo dos outros países, mas ultrapassá-los”, disse o presidente.

“Nós somos bons jogadores, mas podemos ser bem pior do que qualquer um se precisarmos. Quanto mais forte [o arsenal militar], menos precisaremos dele”, afirmou Trump.

G1