Nos Estados Unidos, até o mês de janeiro deste ano, 24 Estados já reportaram casos de veados e alces contaminados com a doença degenerativa crônica (em inglês, chronic wasting disease, ou CWD). Fatal e ainda pouco conhecida, a doença destrói o sistema nervoso, e é comum em animais cervídeos – e agora, cientistas temem que possa contagiar humanos.

A CWD ganhou o apelido de “Zombie Deer Disease”, em tradução literal, “doença do cervo zumbi” ou, como já foi chamada, “doença do alce louco”. Isto porque deixa animais infectados com aparência esquelética, por causar perda de peso, salivação excessiva, e um olhar vidrado e inexpressivo, semelhante à imagens de mortos-vivos.

Em entrevista ao The New York Times, o Dr. Mark Zabel descreveu a aparência e comportamento dos animais nas fases finais da CWD, quando já se encontram perto da morte: “Eles têm um olhar vazio, um andar cambaleante, suas cabeças e orelhas ficam caídas, pode-se observar também uma saliva espessa pingando da boca. Parecem com verdadeiros zumbis”.

De acordo com o Centro de Controle e Prevenção de Doenças do Departamento de Saúde dos EUA, a CWD também pode ser assintomática. Os sintomas podem levar até um ano para se manifestarem, e alguns animais morrem sem ter sinais aparentes de infecção. É fatal, e não há tratamentos ou vacinas.

Até hoje, não foram reportados casos da doença em seres humanos, mas estudos já demonstraram que primatas, como macacos, podem ser infectados ao ingerir carne de cervos com CWD, ou entrar em contato com fluidos corporais. Estes estudos sugerem que pode haver risco também para seres humanos.

O Governo dos Estados Unidos chamou atenção para a necessidade de testar todas as carnes de cervídeos antes do consumo. Mesmo com a doença sendo descoberta em 1967 e tendo se espalhado de maneira alarmante desde então, especialistas ainda não acharam uma maneira de contê-la.

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