Um objeto com três luzes oscilantes flutuava sobre as redondezas do bairro Montanha, diz o empresário Jacir Martini. “Vi aquilo e fiquei sem reação. Era muita estranho. Então pensei, vou pegar o celular fazer fotos e gravar.”

Segundo ele, dava para identificar parte da estrutura. “Parecia triangular. Estava a uns quatro quilômetros de distância.” Morador do bairro Florestal, ele havia chegado de uma festa de aniversário por volta da 1h da madruga de ontem. Do 12º andar, tinha uma visão ampla da cena. “Estava parado, flutuando. Passou uns cinco minutos, foi se afastando e desapareceu.”

A luz, diz, era muito forte. “Era um clarão. Parecia como o pôr do sol.” Até agora procura entender o que viu. “Não sei o que era. Muito difícil dizer, mas é diferente de tudo que eu já vi. Não era um avião, pois estava parado no ar. As luzes não piscavam como a de um helicóptero”, diz.

A aparição de Objetos Voadores Não Identificados (Ovnis) não é frequente em Lajeado, diz o integrante da Comissão Brasileira de Ufólogos e presidente do Núcleo de Estudos Ufológicos de Santa Cruz do Sul, Rafael Amorim.

O último relato de um fenômeno como esse foi em dezembro de 2005. Na época, uma estudante do curso de Enfermagem da Univates viu um objeto cilíndrico e dourado que se movia pelo céu. O caso foi noticiado pelo jornal O Informativo no dia 14 de dezembro de 2005.

“Acredito em civilizações extraterrestres”

Após fazer as imagens, compartilhou com amigos e familiares. Alguns brincaram: “eles me perguntaram quantas eu tinha bebido”. Por outro lado, houve também curiosidade para explicar o fenômeno.

Entre os contatos de Martini, um amigo enviou imagens feitas na Rússia de um objeto similar. “Esse é um assunto que sempre me fascinou. Acredito em civilizações extraterrestres. A gente não sabe mais, pois o governo está escondendo”, supõe.

Clarão em 2001

No meio da noite, dezenas de pessoas afirmam ter visto o que parecia o nascer do sol. Rafael Amorim morava em Lajeado e acordou diversos ufologistas para acompanhar o fenômeno. “Era uma luz muito forte a sudoeste de onde eu estava. Até hoje não temos uma explicação.” De acordo com ele, integrantes do grupo de estudo em Venâncio Aires também viram o episódio.

O empresário filmou o objeto parado no céu.

Incêndio, satélite ou holofotes de um evento

Para o ufólogo Rafael Amorim, é difícil precisar o fenômeno sem uma análise aprofundada. Ontem ele viu as imagens enviadas pela reportagem. Em um primeiro momento, sugeriu a possibilidade de um incêndio, em especial pelas luzes terem sido vistas na direção do aterro sanitário. No entanto, os bombeiros não tiveram nenhuma ocorrência no horário da filmagem.

Outra possibilidade é de um satélite inoperante que possa ter perdido altitude. “São equipamentos que não estão mais nos registros de observação. Esse fato tem sido cada vez mais comum”, afirma.

Canhões de luz para eventos também poderiam ajudar a explicar o evento. No entanto, a única casa noturna naquela direção não usou holofotes na festa de domingo.

FONTE

Agradecimento: Lucas Ruschel de Assumpção