Glenn Edward Greenwald é um escritor, advogado e jornalista norte-americano, especialista em direito constitucional. Em junho de 2013, através do jornal britânico The Guardian, Glenn Greenwald foi um dos jornalistas que, em parceria com Edward Snowden, levaram a público a existência dos programas secretos de vigilância global dos Estados Unidos, efetuados pela sua Agência de Segurança Nacional (NSA). Antes das revelações dos arquivos de Snowden, Greenwald era considerado um dos mais influentes colunistas de opinião nos Estados Unidos. Depois de trabalhar como advogado constitucional por dez anos, ele começou a blogar sobre questões de segurança nacional antes de se tornar um colaborador do Salon.com em 2007 e depois para o The Guardian em 2012. Ele agora escreve para (e coeditou) The Intercept que ele fundou em 2013 com Poitras e Jeremy Scahill.

Greenwald recebeu em 2009, juntamente com Amy Goodman, o primeiro Prêmio Izzy por realizações especiais em mídia independente e o Prêmio de Jornalismo Online de 2010 por Melhor Comentário por seu trabalho investigativo sobre as condições de Chelsea Manning.

Suas reportagens sobre a Agência Nacional de Segurança (NSA) ganharam inúmeros outros prêmios em todo o mundo, incluindo os principais prêmios de jornalismo investigativo do Prêmio George Polk, o Prêmio de Jornalismo Online 2013, o Prêmio Esso de Reportagem por seus artigos no jornal O Globo sobre a vigilância massiva da NSA sobre os brasileiros (tornando-se o primeiro estrangeiro a ganhar o prêmio), o prêmio Libertad de Expresion Internacional 2013 da revista argentina Perfil e o Prêmio Pioneiro 2013 da Electronic Frontier Foundation. A equipe que Greenwald liderou no The Guardian recebeu o Prêmio Pulitzer também pelas reportagens sobre a NSA. A revista Foreign Policy nomeou Greenwald como um dos 100 principais pensadores globais de 2013.

Em 2014, Greenwald recebeu o Geschwister-Scholl-Preis, um prêmio literário anual alemão, pela edição alemã de No Place to Hide. Greenwald também foi nomeado o ganhador de 2014 da Medalha McGill de Coragem Jornalística do Colégio Grady de Jornalismo e Comunicação de Massa da Universidade da Geórgia.

Em junho de 2019, o periódico virtual The Intercept publicou matéria com vazamento, de fonte anônima, de conversas no aplicativo Telegram entre o ex-juiz Sérgio Moro e o promotor Deltan Dallagnol no âmbito da Operação Lava Jato com evidências de “discussões internas e atitudes altamente controversas, politizadas e legalmente duvidosas da força-tarefa da Lava Jato”. As transcrições sugerem que Moro cedeu informação privilegiada à acusação, auxiliando o Ministério Público a construir casos, além de orientar a promotoria, sugerindo modificação nas fases da operação Lava Jato. Também mostram cobrança de agilidade em novas operações, conselhos estratégicos, e antecipação de pelo menos uma decisão. Moro teria ainda fornecido pistas informais e sugestões de recursos ao Ministério Público. As transcrições demonstrariam ainda que a promotoria teria receio da fragilidade das acusações feitas contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e que teria buscado combinar previamente elementos do caso.