Desde que publiquei o meu roteiro de viagem em Malta, têm-me perguntado se vale mesmo a pena visitar o Hipogeu. A alimentar a dúvida está o facto da entrada ser bastante cara. Felizmente, eu fui conhecer o Hipogeu e formei uma opinião a esse respeito. E a minha resposta é sim, vale muito a pena!

De uma forma simplista, o Hipogeu de Hal Saflieni é um cemitério pré-histórico subterrâneo, formado por diversas câmaras escavadas na rocha, interligadas entre si e distribuídas por três níveis distintos que foram sendo acrescentados ao longo dos tempos, debaixo do solo. Estima-se que os primeiros vestígios do Hipogeu datem de 3.600 a.C., sendo um exemplo esplêndido da chamada “arquitetura de pedra”. É um dos poucos locais classificados como Património Mundial em Malta.

Nas palavras da UNESCO, o Hipogeu é “uma enorme estrutura subterrânea, escavada usando equipamento ciclópico para levantar enormes blocos de calcário coralino. Talvez originalmente um santuário, tornou-se uma necrópole em tempos pré-históricos”.

Por tudo isto, aliado a uma curiosidade sobre locais deste tipo, decidi que tinha mesmo de visitar o Hipogeu de Malta. Comprei os bilhetes com vários meses de antecedência e, chegado o dia, entrei num autocarro em direção a Paola – não muito longe da capital Valletta.

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