Desde agosto, Amazônia está em chamas e não é só dentro das fronteiras brasileiras. Na Bolívia, estima-se que mais de dois milhões de animais selvagens tenham sido perdidos de lá para cá, nos incêndios que já devastaram mais de quatro milhões de hectares e destruíram completamente a floresta primária.

Conforme publicou o jornal italiano La Reppubblica, os biólogos consideram o dano irreversível.

“Consultamos os biólogos da Chiquitania e excedemos a estimativa de 2,3 milhões de animais dispersos em muitas áreas protegidas”, afirmou a professora Sandra Quiroga, da Universidade de Santa Cruz. “A floresta está completamente carbonizada e o dano é irreversível. Ela nunca voltará ao normal”, acrescentou.

Segundo os biólogos, há animais de todo tipo entre as vítimas: onças, pumas, lhamas, tamanduás, texugos, antas, roedores. A imprensa boliviana divulgou imagens de carcaças de animais carbonizados e de pássaros buscando abrigo longe das chamas.

Ambientalistas responsabilizam o presidente Evo Morales pelo desastre, acusando-o de incentivar a queima de florestas e pastagens para expandir a produção agrícola. Embora essas acusações sejam semelhantes às feitas a Jair Bolsonaro, Morales respondeu de forma diferente e aceitou ajuda internacional, como noticiou a BBC.

Desde agosto, aeronaves especiais de combate a incêndio estão em ação – um Supertanker Boeing 747 e um russo Ilyushin, ainda de acordo com o La Reppubblica, além de helicópteros, 5.000 bombeiros, soldados e policiais, e nem assim foi possível extinguir todos os focos de incêndios.

Há uma outra semelhança preocupante entre os dois casos. Segundo a BBC, também na Bolívia há indícios de que os incêndios foram intencionais e criminosos. Afinal, que tipo de conspiração macabra é essa que extermina a vida assim? O mundo precisa de uma resposta.

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