Em 2015, a NASA delineou uma plano para impedir a sua erupção, que teria consequências catastróficas para a Humanidade.

Ao longo dos últimos dias, têm-se registado pequenos terremotos no Parque Nacional de Yellowstone, nos Estados Unidos. De acordo com a agência geológica norte-americana (a USGS), ocorreram 105 tremores em 28 dias. O registo gerou preocupações relacionadas com os vulcões no local – entre eles, um supervulcão.

Em 2015, a NASA começou a elaborar um plano com vista a adiar a erupção do supervulcão de Yellowstone. A cratera mede 50 por 70 quilômetros e está cheia de magma.

Se explodir, os especialistas afirmam que ia expelir centenas de quilómetros cúbicos de magma, incinerar tudo dentro de 97 quilómetros e deixar os estados vizinhos cobertos de cinzas vulcânicas. A poeira e os gases libertados iam tapar o sol – o suficiente para dizimar as plantações e mergulhar o mundo num “inverno vulcânico” devido à diminuição das temperaturas, que podia durar décadas e matar milhões de pessoas. A comida acabaria em dois meses, conta o site Business Insider.

Mas os cientistas dizem que têm uma solução e surgiram com um plano para neutralizar o potencial destrutivo do vulcão. Num comunicado partilhado com o canal norte-americano BBC, indicam poder evitar a erupção ao desviar o calor da caldeira e convertendo a energia geotérmica em electricidade.

A água ia ser bombeada através de um furo para o vulcão, voltando à superfície a uma temperatura de mais de 315 graus celsius. Isso ia ser usado para acionar turbinas e gerar energia eletrica. Quando arrefecida, a água podia ser devovida ao subsolo para reduzir o calor.

“O principal objetivo é desafiar gradualmente Yellowstone como uma ameaça à Humanidade”, afirma Brian Wilcox, engenheiro aeroespacial do Jet Propulsion Laboratory da NASA em Pasadena, nos Estados Unidos.

O projeto não está previsto para um futuro próximo, mas a equipa espera que a ideia desencadeie uma discussão em torno da ameaça dos super-vulcões. “Evitar que esses vulcões devastem o suprimento de alimentos humanos e causem a morte de 99% de toda a Humanidade, o que parece ser uma coisa que vale a pena debater”, frisa Wilcox.

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