O Starlink é um projeto de desenvolvimento de constelações de satélites em andamento pela empresa americana SpaceX, para desenvolver uma plataforma de satélites de baixo custo e alto desempenho e transceptores terrestres de clientes necessários para implementar um novo sistema de comunicação baseado na internet. Cada satélite Starlink pesa aproximadamente 227 kg e possui um design de painel plano que possui múltiplas antenas de alto rendimento e um único painel solar.

Esta grande constelação de satélites artificiais orbitando em órbita terrestre baixa (LEO) formará a espinha dorsal de uma rede global de internet de banda larga. E a empresa planeja lançar mais 12 mil desses satélites. Muitos astrônomos levantaram temores de que eles interfeririam nas observações visuais e até na radioastronomia.

História da missão

No dia 23 de maio às 22:30 EDT, SpaceX lançou 60 satélites Starlink do Complexo 40 (SLC-40) na Estação da Força Aérea de Cabo Canaveral, na Flórida. Cerca de uma hora e dois minutos após o lançamento, os satélites Starlink começam a ser utilizados a uma altitude de 440 km acima da Terra. Eles usam a propulsão a bordo para atingir uma altitude operacional de 550 km.

Lançamentos

A implantação dos 1.584 primeiros satélites será realizada em 24 planos orbitais de 66 satélites cada, com um ângulo de elevação mínimo solicitado mais baixo para melhorar a recepção: 25 graus em vez dos 40 graus das outras duas conchas orbitais. A SpaceX lançou os primeiros 60 satélites da constelação em maio de 2019 em uma órbita de 450 km e esperava até seis lançamentos em 2019 na época, com 720 satélites (12 * 60) para cobertura contínua em 2020. [FONTE]

Satélites Starlink já estão atrapalhando observações astronômicas

projeto que visa pelo menos 12 mil unidades, podendo chegar a até 42 mil, para fornecer internet banda larga a todo o planeta. Na semana passada, a SpaceX lançou o segundo lote de satélites Starlink, com mais 60 unidades orbitando o planeta, e a comunidade científica continuou expressando suas preocupações. Agora, o medo começa a se tornar realidade: astrônomos já estão tendo observações do céu noturno prejudicadas com a luz refletida pelos satélites em questão.

Pelo Twitter, a astrônoma Clarae Martínez-Vázquez, do Observatório Interamericano de Cerro Tololo (CTIO), publicou uma imagem registrada no dia 18 de novembro, mostrando satélites Starlink cruzando o céu acima do observatório.

Em outra imagem, podemos ver exatamente como a passagem dos satélites Starlink já atrapalha observações astronômicas. Usando o telescópio Blanco 4m, que fica no CTIO, a equipe fez cerca de 40 exposições das Nuvens de Magalhães (galáxias-satélite da Via Láctea), e a fileira de satélites de Elon Musk entrou na visão da câmera cerca de 90 minutos antes do nascer do Sol, refletindo bastante luz e levando 5 minutos para sair da vista do telescópio. Cada uma das trilhas pontilhadas na imagem abaixo mostra um satélite Starlink:

Atualmente, temos cerca de 3 mil satélites ativos orbitando a Terra, e astrônomos já vêm expressando preocupações quanto ao gigantesco aumento na quantidade de objetos artificiais ao redor do planeta com a iniciativa Starlink, bem como com outras similares, como a OneWeb e um projeto da Amazon chamado Kuiper. Um aumento tão significativo de satélites refletindo luz solar no céu noturno significa interferências cada vez mais impactantes nas observações feitas por telescópios a partir da superfície do planeta.

Em períodos de maior escuridão noturna, os satélites Starlink acabam não sendo visíveis, pois ficam envoltos na sombra da Terra. Contudo, pouco antes do amanhecer (o que é um horário considerado nobre para a astronomia), os satélites começam a refletir a luz solar suficiente para se tornarem visíveis. “Essas coisas são grandes o suficiente para que, quando iluminadas pelo Sol, sejam brilhantes o bastante para serem vistas por qualquer instrumento, de binóculos a [equipamentos]maiores”, disse Cees Bassa, do Instituto Holandês de Radioastronomia. Ainda, cálculos de Bassa estimam que até 140 satélites de constelações do tipo poderão ser visíveis a qualquer momento, se todas as unidades planejadas forem mesmo lançadas.

“Só o que podemos fazer agora é seguir com o que está lá em cima. E o que colocamos lá em cima são satélites muito brilhantes; se você tiver milhares, representaria uma mudança séria no céu noturno”, reclamou o astrofísico, que ainda deixou claro que seu estudo não é uma perseguição pessoal à SpaceX. “Toda essa nova nova escala de industrialização espacial significa que é um problema que teremos de nos preocupar, e, de fato, devíamos estar preocupados há uma década”, salientou. “Não estou tentando dizer que não podemos fazer megaconstelações. Mas fazer isso em fases, avaliar o grau de poluição de luz, e gerenciar como um recurso”, opinia. [FONTE]

Starlink já perdeu três dos 60 satélites que enviou

Três satélites StarLink pararam de funcionar. O trio não-comunicativo continuará a orbitar a Terra por um tempo, mas eventualmente será puxado em direção a nosso planeta pela gravidade e vão se queimar na atmosfera. Espera-se que os satélites durem cinco anos antes de mergulharem na atmosfera.Dos satélites enviados, 45 aumentaram de altitude com propulsores próprios e atingiram as órbitas finais pretendidas (de até 550Km). Cinco deles ainda estão no meio desse processo e outros cinco passam por verificações de sistemas adicionais antes de fazê-lo. Dois foram intencionalmente enviados para serem derrubados na atmosfera do planeta, pois foram enviados apenas para testes. [FONTE]