A descoberta foi feita vasculhando os dados coletados pelo telescópio espacial Kepler da NASA, lançado em 2009 e aposentado em outubro de 2018.

De acordo com os pesquisadores, uma dos quais foi Michelle Kunimoto, da Universidade de Na Colúmbia Britânica, no Canadá, o satélite Kepler, durante sua missão original de quatro anos, procurou por planetas, especialmente aqueles que se encontram na potencialmente habitável “Zona de Cachinhos Dourados” de suas estrelas, onde a água líquida poderia existir na superfície de um planeta rochoso.

As descobertas atuais, publicadas no The Astronomical Journal, incluem um planeta raro chamado KIC-7340288 b. Os pesquisadores disseram que este planeta tem apenas uma vez e meia o tamanho da Terra – pequeno o suficiente para ser considerado rochoso, em vez de gasoso como os planetas gigantes do Sistema Solar, e ele está na zona habitável de sua estrela.

Kunimoto disse:

Este planeta está a cerca de mil anos-luz de distância, então não chegaremos lá tão cedo!

Mas essa é uma descoberta realmente empolgante, pois são apenas 15 planetas confirmados na zona habitável encontrados nos dados do Kepler até agora.

O estudo observou que o planeta tem um ano de 142 dias e meio, orbitando sua estrela em 0,444 Unidades Astronômicas (AU, a distância entre a Terra e o Sol) – um pouco maior que a órbita de Mercúrio em nosso Sistema Solar. O planeta recebe cerca de um terço da luz que a Terra recebe do Sol, observaram os cientistas.

Dos outros 16 novos planetas descobertos, disseram os pesquisadores, o menor é apenas dois terços do tamanho da Terra – um dos menores planetas encontrados com o Kepler até agora. Os demais planetas, disseram, variam em tamanho até oito vezes o tamanho da Terra.

No presente estudo, Kunimoto usou o que é conhecido como ‘método de trânsito’ para procurar os planetas.

Ela explicou:

Toda vez que um planeta passa na frente de uma estrela, ele bloqueia uma parte da luz da estrela e causa uma diminuição temporária no brilho da estrela. Ao encontrar esses mergulhos de luminosidade, conhecidos como trânsitos, você pode começar a reunir informações sobre o planeta, como seu tamanho e quanto tempo leva para orbitar.

Além dos novos planetas, os pesquisadores também foram capazes de observar milhares de planetas Kepler conhecidos usando o método de trânsito, que, segundo eles, serão usados ​​para reanalisar o censo do exoplaneta como um todo.

(Fonte) via OH