A Terra utiliza seu campo magnético como um casaco que simplesmente não se encaixa e não permanece imóvel no corpo. Por algum motivo, o pólo norte magnético da Terra está destinado a se aproximar cada vez mais da linha costeira da Sibéria durante a próxima década.

Agora um trio de pesquisadores desenvolveu uma teoria para explicar por que o pólo magnético norte da Terra está se dirigindo do Canadá para a Rússia. Em seu artigo publicado na revista Nature Geoscience, Philip Livermore, Christopher Finlay e Matthew Bayliff descrevem sua teoria e o que seus modelos baseados nela mostraram.

Por que o Norte magnético da Terra está se movendo?

O norte magnético da Terra foi descoberto pela primeira vez por um explorador chamado James Clark Ross em 1830. Naquela época, estava centrado sobre o território Nunavut, no Canadá. Desde então, os cientistas mantêm o controle de seu movimento. Logo os pesquisadores perceberam ele passou a se mover mais devagar que o habitual.Entretanto, nos anos 90, começou a ganhar velocidade, passando do Canadá para a Sibéria, na Rússia.

O movimento do polo despertou interesse na mídia, pois ele força mudanças nos sistemas de navegação e smartphones que usam sua localização como ponto focal. Nesse novo esforço, os pesquisadores descobriram o que acreditam ter uma explicação para o movimento do polo e por que ele começou a se mover mais rapidamente.

Segundo a equipe, existem dois grandes lobos de fluxo magnético negativo nos limites do núcleo e do manto. Isso sugere que as mudanças no fluxo de metal derretido no núcleo resultam em mudanças no fluxo magnético nos lobos. A posição do poste é determinada pela força dos dois lobos – quando um ganha força, o outro perde força, resultando no pólo se movendo na direção mais forte. O resultado é um cabo de guerra constante entre os dois lobos. O movimento atual é, portanto, devido a um dos lobos ganhar vantagem.

Analisando 20 anos de movimento

Após estudar mais de 20 anos de dados de satélite (do Swarm da Agência Espacial Européia) para medir a forma em evolução do campo magnético da Terra pesquisadores desenvolveram sua teoria.

Após muita análise, a equipe construiu um modelo que correspondia ao movimento histórico do polo e o utilizou para prever seu caminho futuro. O modelo mostrou que o pólo continuava em direção à Rússia em seu ritmo acelerado atual antes de desacelerar – com o pólo eventualmente se estabelecendo sobre uma parte da Sibéria. O modelo não foi capaz de fornecer estimativas para um futuro mais distante. Por isso, vamos precisar de mais modelos como esse para ter uma esperança de prever exatamente onde os pólos do nosso planeta terminarão no futuro.

Esta pesquisa foi publicada na revista Nature Geoscience, clique aqui para acessá-la.

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