O filósofo e teórico social sul-coreano Byung-Chul Han, 61 anos, prevê um mundo marcado pelo senso de sobrevivência, sacrifício do prazer e perda do sentido da boa vida após a pandemia do novo coronavírus.

“O vírus é um espelho, ele mostra em que sociedade nós vivemos. E vivemos em uma sociedade de sobrevivência que se baseia, em última análise, no medo da morte. Agora, a sobrevivência se tornará absoluta, como se estivéssemos em estado de guerra permanente”, afirmou, em entrevista exclusiva à Agência EFE.

“Todas as forças vitais serão usadas para prolongar a vida. Em uma sociedade de sobrevivência, todo o sentido da boa vida se perde. O prazer também será sacrificado para o propósito maior da saúde”, acrescentou.

Han, que nasceu na Coreia do Sul, abandonou os estudos de metalurgia no país natal e se mudou para a Alemanha, onde estudou filosofia, literatura e teologia, é uma das mentes mais inovadoras na crítica à sociedade atual.

Na entrevista, ele destacou que o mundo está impregnado de hiper transparência e hiperconsumismo, além de um excesso de informação e uma positividade que inevitavelmente levam ao que ele define como a “Sociedade do Cansaço”.

O filósofo manifestou preocupação com a possibilidade de que, devido à pandemia, sejam impostos regimes de vigilância e quarentenas biopolíticas, perda de liberdade e fim da boa vida, e que a histeria e o medo coletivo provoquem falta de humanidade.

Byung-Chul Han também mostrou-se convicto de que a pandemia “fará que o poder mundial se desloque para a Ásia”, dando início a uma nova era.

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O COVID-19 Lança a Economia Mundial na Pior Recessão desde a Segunda Guerra Mundial

O choque rápido e maciço da pandemia de coronavírus e as medidas de bloqueio total para contê-la lançou a economia mundial em uma recessão severa. Segundo previsões do Banco Mundial, a economia global sofrerá contração de 5,2% neste ano. Isso representaria a recessão mais profunda desde a Segunda Guerra Mundial, com a maior proporção de economias desde 1870 a experimentar declínio do produto per capita, afirma o Banco Mundial em sua publicação de junho de 2020, Global Economic Prospects.

Empobrecendo ainda mais o Terceiro Mundo

O golpe afeta mais os países em que a pandemia foi mais grave e onde há forte dependência do comércio global, do turismo, da exportação de produtos primários e do financiamento externo. Embora a magnitude dos distúrbios varie de uma região para outra, todas as EMED apresentam vulnerabilidades que são intensificadas por choques externos. Além disso, interrupções no sistema escolar e no acesso à atenção de saúde primária provavelmente terão impactos duradouros no desenvolvimento do capital humano.

“Trata-se de uma perspectiva profundamente desanimadora, com a probabilidade de a crise causar cicatrizes duradouras e impor grandes desafios globais”, disse a Vice-Presidente de Crescimento Equitativo, Finanças e Instituições do Grupo Banco Mundial, Ceyla Pazarbasioglu. “Nossa primeira ordem do dia é fazer face à emergência global de saúde e econômica. Além disso, a comunidade global deve unir-se para encontrar maneiras de reconstruir a recuperação mais robusta possível para evitar que mais pessoas caiam na pobreza e no desemprego”.

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