Na última terça-feira (22), uma pequena rocha espacial fez uma rápida visita à Terra, e teve a sorte de não queimar na atmosfera como um meteoro, voltando ao espaço em seguida. A passagem deste meteoroide foi registrada por uma câmera da rede Global Meteor Network (GMN) e pôde ser observada na Alemanha e Holanda. Ele alcançou uma altitude de 91 quilômetros, deu um “salto” e logo seguiu viagem.

Os meteoroides são pequenos fragmentos de cometa ou asteroides que podem se tornar meteoros — e deixar o rastro de luz brilhante no céu — ao entrarem na atmosfera. A maior parte deles se desintegra e deixa pedaços, que chegam ao solo como meteoritos. Entretanto, este visitante não perdeu altitude o suficiente para se queimar na atmosfera terrestre, e conseguiu escapar da órbita do planeta.

Confira a passagem do meteoroide no tuíte de Denis Vida, pós-doutor em física da Western University e líder do GMN:

 

Ainda não há informações sobre o tamanho deste meteoroide, mas tudo indica que ele seja pequeno. Aliás, este meteoroide é conhecido como “Earthgrazer”, e recebe este nome por “pular” na atmosfera da Terra e já sair logo em seguida — quase como acontece com uma pedrinha lançada na superfície de um lago. Estes meteoroides são raros e costumam ocorrer apenas algumas vezes por ano, em comparação aos milhares meteoros que observamos no mesmo período. Vida disse que a equipe conseguiu rastrear a rocha até uma órbita da família de Júpiter, mas ainda não conseguiram identificar corpos familiares que possam ter originado o objeto.

Identificar a origem destes objetos não é fácil: dezenas de milhares de meteoritos já foram encontrados na Terra, mas apenas 40 deles podem ser relacionados a algum asteroide. A Global Meteor Network trabalha para espalhar câmeras em todo o mundo para que o público receba alertas de meteoros em tempo real, além de criar um panorama dos asteroides à volta da Terra. “A rede é basicamente um instrumento científico descentralizado, feito por astrônomos amadores e cidadãos cientistas em todo o mundo com suas câmeras”, diz Vida.

Assim, o GMN produz dados como as trajetórias dos meteoroides e órbitas e os disponibilizam ao público e comunidade científica, para compreender o mecanismo que leva os meteoritos à Terra. Entender melhor estes pequenos corpos nos permite construir uma imagem mais completa do Sistema Solar, incluindo asteroides possivelmente perigosos, chuvas de meteoros que podem ameaçar satélites e até a composição química e formação da nossa vizinhança.

Fonte: Universe TodayESA

NOTA DO AUTOR: É aquela coisa né, existe nome pra tudo, tudo é raro, mas sempre, SEMPRE tem uma ótima explicação. Pelo menos não disseram que foi Vênus refletindo marte ou coisa do tipo….

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