Circula na mídia e em meios político empresariais o avanço de projetos para instalação de terminais portuários privados no litoral norte do Rio Grande do Sul. Embora as informações veiculadas queiram demonstrar um estágio acelerado dos trâmites, pouca ou nenhuma informação é consistente e transparente, a população não tem dados reais sobre a localização exata dos terminais, estudos de impactos socioambientais (áreas de preservação ambiental, pesca artesanal, saneamento básico, etc.) e sobre de que forma que estes empreendimentos podem afetar suas vidas e de gerações futuras.
A omissão de informações é proposital, os interessados no avanço dos projetos fazem propaganda para a população sobre os empregos que podem gerar, mas não informam que a maior parte dos empregos será temporário, para a construção do porto, e que não necessariamente esta mão de obra é da população local. Não esclarecem que grande parte das operações é feita por máquinas, e os demais cargos são técnicos, geralmente trazidos de fora do país pelas empresas que ali operarão.

POR QUE ISSO É IMPORTANTE?

As operações portuárias apresentam grandes impactos na estrutura marinha em virtude das dragagens permanentes (movimentação do solo marinho, causando alterações em todo ecossistema), vazamento de combustíveis, queda de produtos de containers no mar, risco de contaminação dos animais, erosão, desgaste das encostas, água de lastro. A própria Agência Nacional de Transportes Aquaviários informa de maneira muito clara em seu site institucional as consequências que a instalação de portos apresenta para o meio ambiente: http://portal.antaq.gov.br/index.php/meio-ambiente/impactos-ambientais/

Destacamos que nosso mar é rota e área de reprodução das baleias-francas, também é ocupado em áreas costeiras pelo Boto ( Tursiops gephyreus), ambas espécies ameaçadas de extinção. Há ainda a rota dos lobos marinhos e a necessária proteção aos Tuco-tuco, animais terrestres.
Através desta petição a população manifesta contrariedade à instalação de qualquer estrutura portuária no litoral norte do Rio Grande do Sul, por todas as razões expostas acima, e inúmeros outros impactos não listados.

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