O lado sombrio do Metaverso – Os 6 principais riscos

As gigantes da tecnologia pretendem, através do metaverso, oferecer uma nova maneira de interação no mundo virtual. Utilizando recursos avançados como realidade aumentada e inteligência artificial, as pessoas poderão conviver entre si em ambientes digitais por meio de avatares e realizar tarefas do mundo real, como fazer compras, trabalhar, buscar informações, comprar terrenos virtuais, entre outras atividades.

De acordo com o relatório “O Metaverso e as Economias Virtuais da Web 3.0” da Grayscale, maior gestora de criptoativos do mundo, o metaverso pode representar uma oportunidade de receita anual de mais de US$ 1 trilhão (R$ 5,1 trilhões na cotação atual).

Nova formatação do Facebook, o recém-anunciado Metaverso tem gerado uma série de debates a respeito de tecnologia e, especialmente, sobre saúde mental dos usuários.

No entanto, toda essa novidade lucrativa pode trazer também inúmeros riscos para os usuários e a sociedade. Veja a seguir 6 perigos que o metaverso pode oferecer e como se proteger:

  1. Violação de Privacidade
  2. Distorção da realidade e impacto na autoestima
  3. Problemas com Blockchain
  4. Circulação de Fake News e Teorias da conspiração
  5. Riscos para as crianças
  6. Golpes do tipo catfish

Violação de Privacidade

A ideia de um metaverso depende de um conjunto de acessórios e hardwares especializados para estabelecer ligações entre o usuário e o mundo virtual. Assim como acontece com celulares, esses novos aparelhos podem conter uma série de sensores capazes de reunir dados dos usuários, abrindo espaço para guardar informações pessoais dos internautas.

Além da coleta de informações, também existe uma preocupação com eventuais vazamentos e possíveis interceptações desses dados por terceiros.

É importante ter em mente cuidados como não postar informações de forma pública e tentar ao máximo deixar seus dados privados e dessa forma conseguir ter uma experiência privada e segura com a tecnologia.

Distorção da realidade e impacto na autoestima

O metaverso pode se tornar um espaço de projeções que sejam nocivas para os usuários. Isso porque um dos apelos do conceito é justamente ser um ambiente de coexistência virtual em que o usuário pode criar seu próprio avatar 3D, seja representando a si mesmo ou criando um personagem fictício.

Essa capacidade pode abrir espaço para que pessoas com problemas de autoestima usem o ambiente virtual para expor uma versão idealizada e “perfeita” de si mesmos. Isso impactaria a percepção que esses indivíduos têm de si no mundo real e poderia intensificar distorções já existentes.

Problemas com Blockchain

Muitas informações e posses no metaverso serão registradas em blockchains descentralizadas, para permitir a privacidade das transações e dos usuários. Ao mesmo tempo, isso tornará todos esses bens voláteis, e caso sejam roubados, a dificuldade de conseguir recuperá-los também pode ser uma questão.

Para ajudar a evitar golpes nesse cenário, algumas medidas podem ser tomadas. Não compartilhar informações com terceiros e sempre realizar acessos em computadores seguros e confiáveis são comportamentos que podem evitar os riscos.

Circulação de Fake News e Teorias da conspiração

Problemas que afetam redes sociais convencionais, como a disseminação de notícias falsas e a popularização de teorias da conspiração, também podem aparecer no metaverso. E já existem exemplos disso em plataformas conectadas de realidade virtual. Entre eles estão a realização de discursos racistas quando surge um avatar representando um grupo minoritário, além do uso de figuras que remetem a Hitler ou membros do Ku-Klux-Klan.

Sem a devida regulamentação, experiências no metaverso — ambiente muito mais complexo que as atuais redes sociais — podem contribuir para impulsionar a veiculação de discursos de ódio e de fake news em um nível muito mais alarmante.

Riscos para as crianças

A interação entre crianças e demais usuários em um ambiente de metaverso pode gerar possíveis experiências de encontro com abusadores infantis ou acesso a conteúdos impróprios, assim como na internet de modo geral. A diferença é que o ecossistema virtual proporcionado pelo metaverso pode implicar em uma interação bem próxima da realidade.

É importante sempre tomar medidas de controle parental, quando disponíveis, além de evitar deixar as crianças entrarem no metaverso sem supervisão.

Golpes do tipo catfish

Pessoas se passando por outras, realizando o famoso catfish (tipo de atividade enganosa em que uma pessoa cria uma identidade falsa nas redes sociais) e perseguições de stalkers podem ocorrer no metaverso.

Nesse caso, é importante identificar com quem você está falando no metaverso, mantendo contato também no ambiente que não seja virtual.

FONTE

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