Reels no instagram: A nova “prova” de Amizade?

Vida corrida? Muitos irão utilizar desta desculpa para não beber um café presencial, mas passar o dia lhe enviando reels. Isso só mostra o quão viciados estas pessoas estão em rolar uma barra infinita de distração. Um alerta surge entre especialistas na área da psicologia e estudo da sociedade moderna.

As amizades rasas tornaram-se o novo normal, e muitos de nós aceitamos isso sem perceber o preço que estamos pagando. Hoje, compartilhar um reel no Instagram virou a prova máxima de afeto, uma espécie de “estou lembrando de você”, enquanto o encontro presencial, o olho no olho, o riso livre de filtros, já não acontece há anos. Vivemos cercados de conexões rápidas, porém vazias, como se o algoritmo tivesse ganho o direito de decidir quem permanece em nossa vida.


Como alertam especialistas em comportamento social, essa substituição do vínculo real pelo vínculo digital enfraquece nossa capacidade de empatia e nos afasta da experiência genuína do outro.

Há algo profundamente inquietante na facilidade com que trocamos horas de conversa por segundos de um vídeo. O toque humano foi reduzido a um emoji; a cumplicidade, a uma figurinha enviada no automático. É um deserto emocional mascarado por uma falsa sensação de proximidade. Não é que não tenhamos tempo para ver quem amamos — é que, acostumados ao conforto das telas, esquecemos como é estar realmente presentes.


Profissionais da psicologia alertam que essa troca constante por estímulos rápidos condiciona o cérebro a evitar qualquer interação que exija profundidade, vulnerabilidade ou esforço emocional.

O mais assustador é perceber que muitos de nós já não sabem como reparar essa distância. Ficamos à espera de que o outro tome a iniciativa, enquanto fingimos intimidade ao compartilhar conteúdos que nem sequer assistimos por inteiro. Criamos uma versão superficial da amizade, onde o gesto digital substitui a presença física — e convencemo-nos de que isso é suficiente.


Pesquisadores da saúde mental destacam que essa constante manutenção de laços frágeis aumenta sentimentos de solidão, insegurança e desconexão interna, mesmo quando estamos cercados de interações online.

Talvez o maior alerta seja este: estamos nos acostumando a viver sem o outro. A ausência deixou de incomodar, o silêncio já não estranha, e a falta de profundidade se tornou confortável demais. As telas criaram a ilusão de companhia, mas o coração sabe quando está só.


Especialistas em comportamento humano reforçam que a falta de relações presenciais consistentes reduz nosso senso de pertencimento e compromete nossa estabilidade emocional a longo prazo.

Ainda há tempo de voltar, de reaprender, de se fazer presente de verdade. De trocar o “lembrei de você nesse reel” por um “lembrei de você, vamos tomar um café?”. A amizade sempre foi sobre presença, troca, escuta e afeto — nada disso cabe dentro de quinze segundos de vídeo.


Psicólogos contemporâneos lembram que a cura da solidão moderna não está em mais conteúdo, mas em mais conexão real: na conversa sincera, no olhar atento, no vínculo que só nasce quando duas pessoas dividem o mesmo espaço e o mesmo tempo.

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